O presidente da Argentina, Javier Milei, e o senador e pré-candidato ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro (PL) se encontraram nesta segunda-feira (29) em Buenos Aires, Argentina.

Uma foto dos dois políticos foi publicada na conta oficial do líder argentino. “O presidente Javier Milei junto ao senador e candidato a presidente da República Federativa do Brasil, Flávio Bolsonaro”, diz a legenda da postagem.

Além disso, o presidente argentino disse em sua conta pessoal: “Ter certeza de que a onda azul vai chegar ao Brasil neste ano”. Segundo a equipe do senador, o parlamentar reforçou a importância da vitória dos partidos de direita nas eleições da América do Sul, em um movimento que representa um “basta” aos governos de esquerda.

“Muito em breve, a onda azul também chegará ao Brasil! Se na Argentina teve motosserra, no Brasil terá tesouraço nos impostos, na burocracia e na corrupção! Obrigado Presidente, Javier Milei”, respondeu o político brasileiro em agradecimento ao presidente argentino.

Agenda de Flávio na Argentina

Durante a agenda na Argentina, o parlamentar brasileiro participou de uma conferência promovida pela Fundação Aliados de Israel. Flávio segue cumprindo agenda no país até esta terça-feira (30) e indica que há previsão para um novo encontro com o presidente Javier Milei.

Na noite de domingo (28), Flávio Bolsonaro afirmou que, sob seu eventual governo, “o Brasil deixará de ser um vetor de instabilidade para tornar-se um vetor de paz e de aliança entre Israel e as nações amigas” da América do Sul. A declaração ocorreu durante discurso para a comunidade judaica de Buenos Aires.

Se eleito presidente, o senador disse que irá transferir a embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, além de restabelecer a representação diplomática brasileira no país com a nomeação de um novo embaixador.

“Em 2027, o Brasil não apenas voltará a ter embaixador em Israel, como dará o passo de transferir sua embaixada para a capital de Israel: Jerusalém. Mais do que isso. O Brasil deixará de ser um vetor de instabilidade para tornar-se um vetor de paz e de aliança entre Israel e as nações amigas da nossa região”, declarou.

A proposta de transferir a embaixada brasileira para Jerusalém é vista como um aceno ao eleitorado evangélico, que associam Jerusalém a passagens sobre a volta de Jesus Cristo.

Flávio também afirmou que pretende aderir aos chamados “Acordos de Isaac”, iniciativa apresentada como uma extensão dos Acordos de Abraão, e criticou a política externa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com ele, o atual governo “prefere o abraço do Irã” e teria prejudicado a relação diplomática entre Brasil e Israel.

O Brasil está sem embaixador em Israel desde maio de 2024, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou a saída definitiva do então representante diplomático brasileiro. A medida ocorreu após Lula ter sido declarado “persona non grata” pelo governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, em fevereiro daquele ano.