Os ministros Gilmar Mendes e André Mendonça protagonizaram um acalorado embate verbal durante sessão de julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) nesta terça-feira (15). A troca de acusações ocorreu no plenário da Suprema Corte durante sessão nesta terça-feira (15).

Gilmar questionou o que classificou como assimetria no tratamento de investigados, afirmando que “centenas de páginas produzidas de ofício à margem da competência do plenário e sem oitiva do titular da ação penal” foram reunidas para fazer referência a um ministro, enquanto elementos relativos a outro ministro, constantes de dados oficiais do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e encontrados no aparelho do principal investigado de uma operação, não receberam “o mesmo rigor ou qualquer tipo de impulso de ofício”.

O ministro decano do STF sustentou ainda que haveria “um inequívoco viés político-eleitoral na forma como o tema foi conduzido” nos autos do processo em questão. Ele mencionou a escolha da data de 7 de setembro e criticou o que chamou de envolvimento da Corte em campanha eleitoral, afirmando que “pessoas decentes não fazem isso”.

Mendonça interrompeu a fala de Gilmar Mendes e reagiu com veemência às declarações do colega. “Vossa Excelência está sendo leviano, ministro. De forma indevida. Leviano. Leviano”, disse Mendonça, sendo advertido de que não tinha a palavra naquele momento.

Ao ser apontado por Gilmar durante o discurso, Mendonça reagiu de forma contundente: “Não aponte o dedo para mim, ministro Gilmar. Não aponte o dedo. Não está falando com qualquer um. Respeite esse tribunal. Quem não se dá respeito não merece respeito”.

Apesar da tensão, o presidente da sessão pediu que Gilmar Mendes concluísse sua fala, e o ministro anunciou que iria avançar em sua fala.

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