Em entrevista à CNN Brasil nesta quarta-feira (1º), o presidente nacional do PSD e pré-candidato à Vice-Presidência Gilberto Kassab descartou a hipótese de que seja oportunismo o ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) apoiar a campanha do presidente Lula (PT) à reeleição e não a sua chapa com Ronaldo Caiado.

“Não é um gesto de oportunismo, mas de respeito a peculidares locais num pais em que a legislacao infelizmente ainda permite coligacao majoritaria”, afirmou Kassab.

Quando questionado sobre como estruturar uma campanha com palanques estaduais liberados para apoiar candidaturas presidenciais de outras legendas, Kassab disse que o Rio de Janeiro é um caso específico.

“Não é liberar. Vou pegar o caso do Rio de Janeiro: tão importante quanto a eleição do Caiado para o PSD e para o Brasil, é a eleição do Eduardo Paes para o Rio de Janeiro. Não tem nenhum sentido nós não compreendermos essa circunstancia do Eduardo Paes, que tem uma candidatura abraçada por vários partidos políticos, diversas lideranças que não estão na candidatura do Caiado”, explicou.

Apesar do pré-candidato ao Palácio das Laranjeiras estar na mesma sigla de Caiado, sua candidatura recebeu o apoio oficial do Diretório Estadual do PT do Rio em abril deste ano. À época, o partido explicou por meio de nota que Paes será o principal palanque do partido e do presidente Lula no estado fluminense.

A aliança não vem de hoje, durante as eleições municipais de 2024, Paes, que foi reeleito como prefeito do Rio de Janeiro, enfatizou a relação positiva com Lula, descrevendo-o como um “grande parceiro” do estado.

Além do apoio a Paes, Lula aprovou a aliança firmada entre o pré-candidato com Washington Reis, dirigente do MDB no estado, que foi alvo de mandados da PF (Polícia Federal) na última terça-feira (30).

Os agentes da PF encontraram dinheiro vivo na sala de uma empresa supostamente ligada a Washington Reis. As cédulas estavam dentro de um saco preto escondido embaixo do sofá.