O Partido Novo pediu nesta segunda (14) ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, que reverta a mudança de relatoria que levou o ministro a assumir o processo que envolve as mensagens entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Em dois agravos internos apresentados à Corte, o partido também tenta restabelecer a decisão do ministro André Mendonça que afastou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada, e determinou a abertura de apurações pela Corregedoria da corporação.

Mendonça tomou a decisão em 8 de setembro e submeteu as medidas à Segunda Turma. O julgamento chegou a ser iniciado, com votos de Nunes Marques e Luiz Fux, mas foi interrompido após pedido de vista de Gilmar Mendes.

No dia seguinte, Fachin suspendeu a decisão de Mendonça. Também estabeleceu que procedimentos sobre possíveis investigações de integrantes do Supremo fossem previamente remetidos à Presidência da Corte.

No sábado (12), o presidente assumiu a relatoria da investigação contra Moraes. Ele também pediu que o material dos casos do Banco Master e INSS fossem remetidos a ele.

O Novo argumenta que essa mudança deve ser desfeita e pede que o julgamento seja retomado na Segunda Turma. Caso Fachin não reconsidere a decisão, o partido quer que a questão seja submetida ao plenário do STF.

Em pedido alternativo, o Novo afirma que, mesmo se for mantida a suspensão do afastamento dos dois delegados, devem voltar a valer as determinações para que a Corregedoria da PF investigue o caso e para interromper a produção e o compartilhamento dos relatórios de inteligência questionados.