Os vereadores Adrilles Jorge (União-SP) e Luna Zarattini (PT-SP) debateram, na quarta-feira (1°), em O Grande Debate (de segunda a sexta-feira, às 23h), se o aceno de Flávio Bolsonaro a mulheres será ou não bem recebido?
Flávio Bolsonaro (PL) repudiou publicamente a declaração do influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo, que afirmou que “mulheres votam estatisticamente mal”. O episódio ocorre em meio a uma crise interna no PL, marcada pelo afastamento de Michelle Bolsonaro da liderança do PL Mulher, e levanta questionamentos sobre o impacto dessas turbulências na pré-candidatura de Flávio à Presidência da República.
Em vídeo divulgado, Flávio Bolsonaro declarou que, embora não tenha responsabilidade sobre as falas de Paulo Figueiredo, sentiu-se “ofendido” com a generalização feita pelo influenciador a respeito das mulheres. A declaração foi interpretada como um aceno ao eleitorado feminino, num momento delicado para o campo bolsonarista.
Debate entre vereadores
A vereadora Luna Zarattini afirmou não acreditar que se trate de uma falha de comunicação. Para ela, a fala de Paulo Figueiredo reflete o que “uma grande parte da extrema-direita pensa sobre as mulheres”.
“Quando ele diz que mulheres não sabem votar, ele está atacando o direito das mulheres de participar da política, o direito das mulheres de fazerem escolhas”, declarou. Luna também citou o afastamento de Michelle Bolsonaro e outras questões envolvendo Flávio Bolsonaro como fatores que podem comprometer a campanha do pré-candidato.
Já o vereador Adrilles Jorge classificou o episódio como “uma questão de simples semântica e falha de comunicação”. Segundo ele, Paulo Figueiredo teria se expressado de forma “truculenta”, mas a intenção seria destacar uma suposta maior sensibilidade das mulheres.
“Eu discordo fundamentalmente do Figueiredo”, afirmou Adrilles, acrescentando que, em sua visão, as mulheres já teriam superado essa barreira ao unir o aspecto emocional ao racional. O vereador também reconheceu que o afastamento de Michelle Bolsonaro prejudica a campanha, descrevendo o episódio como um reflexo das divergências internas da direita.

