Ana Amélia Lemos, jornalista e ex-senadora, e a advogada Soraia Mendes debateram, na sexta-feira (4), em O Grande Debate (de segunda a sexta-feira, às 23h), sobre “quem perde mais com crises sucessivas a um mês da eleição?”
A menos de um mês do primeiro turno das eleições, o Brasil enfrenta uma sequência de crises que envolvem o STF (Supremo Tribunal Federal), o caso Master, Lulinha e o escândalo Dark Horse.
Comentaristas debatem o impacto sobre quem mais perde com esse cenário.
Impacto eleitoral e institucional
Soraia Mendes avaliou que, do ponto de vista eleitoral, há uma vinculação entre o ministro Alexandre de Moraes e Lula, o que faria o atual governo perder politicamente com os escândalos envolvendo o ministro. No entanto, ela ressaltou que a preocupação maior é com o futuro do país.
“Nós temos uma grande gama de jovens que estão chegando em outubro pela primeira vez nas urnas sem ter uma opção maior”, disse.
A advogada também destacou a gravidade da crise no STF sob uma perspectiva jurídica. “O judiciário tem que ser o último a errar, mas ele não pode errar de forma crassa”, afirmou, acrescentando que a Corte não pode se submeter às mesmas regras do jogo político que permeiam o Executivo e o Legislativo.
Para ela, o STF está, atualmente, “nu diante da sociedade brasileira”.
Guerra declarada entre ministros
Ana Amélia Lemos focou sua análise no embate interno da Suprema Corte. “A guerra declarada entre dois ministros da Suprema Corte, Alexandre de Moraes e André Mendonça, revela a gravidade e a profundidade desta crise”, declarou.
Para ela, a Corte, que deveria ser a guardiã da Constituição de 1988, está deixando de cumprir esse papel.
Ana Amélia demonstrou preocupação com os desdobramentos da crise e afirmou esperar que o presidente do Supremo, Luiz Edson Fachin, tenha “a iluminação e a sabedoria para dar equilíbrio na casa”.
Ela alertou que o jogo de poder em curso pode transformar um ministro em herói e outro em vilão aos olhos da sociedade, que será a responsável por fazer esse julgamento.

