O PT definiu Patrus Ananias (PT) como seu candidato ao governo de Minas Gerais. A escolha, segundo dirigentes partidários, encerra um processo marcado por recusas e negociações frustradas com outros nomes cotados para a vaga. A informação foi apurada pela âncora da CNN Tainá Falcão ao Bastidores CNN.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve se reunir pessoalmente com Patrus Ananias ainda nesta semana para oficializar a candidatura. O anúncio formal, no entanto, deve ocorrer somente após a definição do nome para a vice na chapa.

Planos A, B e C

A escolha de Patrus Ananias (PT) representa a terceira opção do PT para a disputa. Em um primeiro momento, o partido apostou no nome de Rodrigo Pacheco (PSB-MG), que chegou a sinalizar interesse pela candidatura e até conversou pessoalmente sobre o assunto, mas acabou desistindo.

Em seguida, o nome de Marília Campos (PT), ex-prefeita de Contagem (MG), foi cogitado, porém ela também recusou, manifestando preferência por uma candidatura ao Senado.

Diante das negativas, o PT realizou pesquisas internas para mapear possíveis nomes. Ananias, segundo relatos de integrantes do partido, obteve boa receptividade do eleitorado, o que pesou em sua escolha. A aposta está no reconhecimento que ele ainda tem entre a população mineira, especialmente pelo período em que atuou como prefeito de Belo Horizonte (MG).

Composição da chapa e desafios

A indicação para a vice ainda está sendo negociada. Até o momento, a tendência é de que a vaga seja destinada ao PSB.

O MDB, com o nome de Gabriel Azevedo, também foi mencionado como possibilidade de composição, mas enfrenta resistência de setores do PT em Minas Gerais, em razão de declarações favoráveis ao impeachment de Dilma Rousseff feitas por Azevedo no passado.

Um dos pontos de atenção para o partido é a formação de uma frente ampla com outros partidos. Essa dificuldade de articulação havia sido apontada anteriormente como um dos fatores que pesaram na decisão de Rodrigo Pacheco (PSB-MG) de não se candidatar.

Cenário da direita em Minas

Enquanto o PT avança na definição de seu candidato, o campo oposto ainda enfrenta indefinições. A intenção de Flávio Bolsonaro (PL) era atrair o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) como candidato ao governo, com o PL na vice.

No entanto, o senador tem dado “sinais dúbios” e o PL em Minas Gerais já avalia como improvável sua candidatura, diante da ausência de uma decisão concreta mesmo após sucessivos prazos.

Mateus Simões (PSD), escolhido por Romeu Zema (Novo), é o único nome da direita formalmente colocado na disputa, mas não tem apresentado bom desempenho nas pesquisas.

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