Segundo informações da PF (Polícia Federal), reveladas na última terça-feira (16), o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, teria atuado para forjar um flagrante de porte de drogas contra o ex-jogador da NBA (liga americana de basquete) Ronald Fred Seikaly, ex-marido de Martha Graeff, então namorada de Vorcaro.

Conhecido como Rony Seikaly, 61, ele atua como DJ e tem músicas publicadas desde 2012. Seikaly é nascido no Líbano e naturalizado americano.

Enquanto jogador da NBA, participou ao todo de 678 partidas entre 1989 e 1999, com passagens por Miami Heat, onde jogou pela maior parte do tempo, além de Golden State Warriors, Orlando Magic e New Jersey Nets.

O ex-atleta viveu no Líbano até seus 14 anos, quando se mudou para a Grécia, onde começou a jogar basquete amador até se mudar para os EUA em 1983. Seikaly é divorciado em tem duas filhas, sendo a mais nova, de seis anos, com Martha Graeff.

Investigação da PF

De acordo com a PF, Vorcaro articulou com Luiz Phillipi Mourão, o “Sicário”, para verificar se o DJ visitaria o Brasil ou atrair o músico ao país para a realização de “uma possível abordagem ou simulação do ‘incidente envolvendo droga'”.

A investigação aponta que a ação contra o ex-atleta teria sido motivada por uma desavença entre Seikaly e um filho de Vorcaro.

“[Vorcaro] Prometeu contratar pessoas para seguir o DJ em solo estrangeiro (Miami), promover algum incidente a fim de forjar um flagrante com drogas para prender/constranger o músico, bem como acionar o “amigo da interpol” contra o DJ”, diz trecho do relatório da PF.

O documento sinaliza que o banqueiro pretendia investir R$ 10 milhões na empreitada. No entanto, o levantamento não soube identificar quem seria o “amigo da Interpol” apontado nas conversas.

Além do plano, “A Turma”, milícia pessoal de Vorcaro, também forjou um documento com o timbre do MPF (Ministério Público Federal) com um pedido de cooperação com a Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal) em uma suposta investigação contra o DJ.

Segundo o ofício falso, que contava com a assinatura forjada de um procurador da República, Rony Seikaly seria investigado pela prática de estelionato e distribuição ou publicação de conteúdo pornográfico infantil.

Além disso, também era apontado que o DJ usaria um perfil falso de Martha Graeff para a “prática de extorsão e disseminação de informações falsas”.

(Com informações de Filipe Pereira, da CNN Brasil)