Com a agenda de indicadores desta quarta-feira (9) esvaziada e o petróleo Brent operando perto dos US$ 100 por barril, patamar visto pela última vez no fim de julho, os mercados acompanham de perto os desdobramentos da escalada no Oriente Médio. Forças americanas destruíram cinco petroleiros iranianos, enquanto Teerã realizou novos ataques contra uma base dos EUA na Jordânia.
A alta da commodity aumenta as preocupações com a inflação global, enquanto os investidores mantêm elevadas as apostas sobre uma alta dos juros pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos).
Por aqui, o trade eleitoral deve continuar no foco dos investidores, já que as últimas pesquisas eleitorais mostram empate entre o presidente Lula e Flávio Bolsonaro. A disputa ganha ainda mais combustível em meio à crise no Supremo Tribunal Federal (STF), agravada pelo afastamento da cúpula da Polícia Federal (PF) por André Mendonça.
O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira, ultrapassando os 189 mil pontos no melhor momento, em movimento embalado pelo retorno de investidores estrangeiros para a bolsa paulista e novas pesquisas reforçando o cenário de disputa equilibrada na eleição presidencial em outubro.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,2%, a 187.366,84 pontos.
O que vai mexer com o mercado nesta quarta
A agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quarta prevê, às 14h30, visita ao Centro Estadual de Tempo Integral Profª. Júlia Nunes Alves, em Teresina. Às 16h, Lula visita as obras de revitalização e modernização do VLT de Teresina, na Estação Boa Esperança. Às 17h, o presidente participa de intervenções sobre as obras do VLT e do contorno rodoviário de Teresina.
Já o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa da 2ª Reunião dos Ministros das Finanças e Presidentes dos Bancos Centrais do BRICS, em Mumbai, Índia. (fechado à imprensa)
Agenda
Brasil
14:30 — Fluxo cambial
Período: Semanal
14:30 — Índice Commodities Brasil – IC-Br
Período: Agosto
INTERNACIONAL
Resposta americana
As forças dos Estados Unidos atingiram vários petroleiros iranianos ligados à Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) em resposta a uma tentativa de ataque com mísseis contra um navio de guerra americano, segundo uma autoridade dos EUA.
Irã assume ataque
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou, em comunicado divulgado pela mídia estatal iraniana na quarta-feira (horário local), que atacou com mísseis balísticos o que descreveu como uma base dos Estados Unidos em Al Azraq, na Jordânia, em retaliação aos ataques dos EUA a petroleiros iranianos.
Não houve confirmação imediata por parte da Jordânia.
Acordos comerciais
Os Estados Unidos esperavam fechar acordos comerciais “bons e sólidos” em um futuro próximo com a Colômbia, o Peru e o Equador, afirmou nesta terça-feira o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ao iniciar uma viagem pelos três países latino-americanos cujos líderes estão estreitamente alinhados com o governo do presidente Donald Trump.
Em conversa com jornalistas na Flórida antes de embarcar para a viagem, Rubio defendeu o envolvimento dos EUA no setor petrolífero venezuelano, afirmando que os campos anteriormente controlados por empresas chinesas, russas e iranianas poderiam gerar receita para os venezuelanos por meio de uma parceria com os Estados Unidos sob um futuro governo democraticamente eleito.
BRASIL
Crise no STF
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de inteligência da corporação, Leandro Almada, sob a alegação de que o próprio Mendonça e o advogado-geral da União, Jorge Messias, foram alvos do que chamou de monitoramento ilícito por meio de relatórios de inteligência produzidos pela PF, em mais um lance na escalada da tensão na cúpula do Poder Judiciário.
Esses relatórios de inteligência, apócrifos, serviram de base na semana passada para o ministro Alexandre de Moraes, também do STF, pedir uma investigação contra Mendonça por improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade. Moraes apontou indícios de que Mendonça teria dirigido apurações contra ele e outras autoridades no âmbito das investigações sobre o Banco Master e os desvios no INSS.
Suspensão do afastamento
A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu nesta terça-feira ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que suspenda a decisão do ministro André Mendonça que afastou preventivamente o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência Policial da corporação. O órgão argumenta que a medida interfere em uma atribuição do presidente da República e pode prejudicar o funcionamento da PF.
O recurso, assinado pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, é mais um desdobramento da crise aberta no Supremo em torno das investigações relacionadas ao Banco Master. A decisão de Mendonça foi tomada no âmbito do processo que está no centro da disputa envolvendo o ministro, integrantes da Polícia Federal e outros membros da Corte.
(Com Agência Brasil, Reuters, O Globo e Estadão Conteúdo)
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