O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quinta-feira (3) que as suspeitas de corrupção envolvendo servidores da Secretaria da Fazenda e Planejamento (Sefaz-SP) são “fatos isolados” e disse não acreditar que a nova operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) possa afetar a aprovação de seu governo.
“São fatos isolados”, afirmou Tarcísio durante visita às obras do Rodoanel Norte, em Guarulhos (SP). “Infelizmente tem um ou outro que não tem caráter, que insiste em desviar a conduta, insiste em lesar o erário, lesar o Estado. E, para isso, a gente vai apresentar a mão pesada. Nós não vamos deixar isso barato.”
Questionado se a operação poderia prejudicá-lo eleitoralmente, o governador respondeu que não. Segundo Tarcísio, a população “sabe separar as coisas” e sua gestão tem atuado de forma proativa diante de suspeitas envolvendo agentes públicos.

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Atualmente, as pesquisas eleitorais apontam vitória de Tarcísio no primeiro turno. O levantamento Atlas/Estadão aponta o atual governador com 51,1% das intenções de voto ante 39,9% de Fernando Haddad (PT).
“Acho que não, porque as pessoas separam. Infelizmente, a gente tem problema de corrupção com o serviço público. A gente tem servidores que desviam a conduta, às vezes na Fazenda, na polícia. Isso acontece”, afirmou.
O MP-SP prendeu nesta quinta-feira o ex-diretor-geral da Diretoria Executiva da Administração Tributária (Deat) André Weiss e o advogado João André Buttini de Moraes no âmbito da Operação Caldarium. Segundo os investigadores, ambos integrariam a liderança de uma organização criminosa suspeita de cobrar propina para favorecer empresas na análise e liberação de créditos tributários bilionários.
Tarcísio afirmou que Weiss, servidor de carreira, já havia sido afastado do cargo em maio, depois que o avanço das investigações da Operação Ícaro levantou suspeitas sobre seu possível envolvimento no esquema.
“A partir do momento que as investigações da Operação Ícaro foram avançando, a gente foi vendo que esse sujeito podia ter um envolvimento com aquele esquema. E a gente fez o afastamento dele em maio. Então ele já estava afastado justamente por essa suspeita”, disse.
O governador afirmou ainda que cinco servidores da Fazenda já foram demitidos, outros seis respondem a processos administrativos disciplinares que podem resultar em desligamento e 17 estão afastados. “Nós não vamos tolerar desvio em hipótese alguma. Todo desvio vai ser severamente punido”, declarou.
Ao defender a atuação da Sefaz, o governador afirmou que a secretaria tem adotado medidas contra fraudes, especialmente no setor de combustíveis, e disse que São Paulo passou a arrecadar entre R$ 250 milhões e R$ 300 milhões adicionais em ICMS de combustíveis após mudanças nas regras de fiscalização e cobrança.
O Estadão/Broadcast pediu manifestação dos citados e o espaço segue aberto.
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