A senadora Tereza Cristina (PP-MS) passou a admitir a possibilidade de integrar a chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidata a vice-presidente. A mudança de posição foi comunicada a aliados políticos e interlocutores, após a ex-ministra da Agricultura ter recusado a primeira sondagem feita pelo grupo do senador.

Apesar da sinalização positiva, a definição ainda não está nas mãos da parlamentar. A escolha depende da condução das negociações pelo presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), principal articulador da legenda no processo eleitoral.

O movimento ocorre poucos dias depois de a federação União Brasil-PP anunciar neutralidade na disputa presidencial. Nos bastidores, porém, a eventual participação de Tereza Cristina na chapa do PL continua sendo tratada como uma alternativa viável, desde que haja um entendimento político entre os partidos.

No entorno de Flávio Bolsonaro, a senadora é vista como um dos nomes com maior capacidade de ampliar a competitividade da chapa. Integrantes do PL avaliam que ela pode fortalecer o diálogo com o agronegócio, melhorar a interlocução com o Congresso e ampliar o alcance da candidatura entre o eleitorado feminino.

A ex-ministra também reúne uma vantagem prática para a negociação. Como está no meio do mandato de senadora, não precisa deixar o cargo para disputar a eleição. Caso a chapa seja derrotada, continuará exercendo seu mandato no Senado.

Preferência no PL

Dentro do PL, Tereza Cristina é considerada a principal opção para ocupar a vaga de vice. O entendimento é compartilhado por dirigentes da legenda, entre eles o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto.

Entre as alternativas analisadas anteriormente esteve a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, mas dirigentes do partido avaliam que ela não teria o mesmo potencial de transferência eleitoral atribuído à senadora do PP.

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