A Meta terá mais três dias para concluir a retenção de informações de dezenas de perfis do Facebook e do Instagram que são alvo de uma investigação eleitoral. A ampliação do prazo foi autorizada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, no âmbito de uma ação apresentada pelo Partido Liberal (PL).
O processo foi aberto após a legenda afirmar ter identificado uma rede de contas utilizada para impulsionar campanhas de ataque contra integrantes do partido, com foco no senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo a petição, os perfis apresentariam comportamento incomum: embora muitos tivessem pouca audiência e existência temporária nas plataformas, teriam investido quantias expressivas em anúncios patrocinados para ampliar o alcance das publicações.

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Para embasar a acusação, o partido reuniu um levantamento que aponta a existência de 51 páginas com características semelhantes. O material atribui a esses perfis mais de 4,6 mil anúncios patrocinados entre março e junho deste ano, responsáveis por aproximadamente 250 milhões de visualizações. A estimativa é de que as campanhas tenham consumido cerca de R$ 3 milhões, além de pagamentos em dólar e pesos colombianos, alcançando um público potencial entre 77 milhões e 137 milhões de brasileiros.
Ao pedir mais tempo ao tribunal, a Meta informou que já iniciou o cumprimento da determinação judicial, mas explicou que o processamento das informações é complexo. Conforme a empresa, o material encaminhado pela Justiça reúne um relatório de 942 páginas e 2.694 endereços eletrônicos, o que demanda um período adicional para que todos os dados sejam inseridos e validados em seus sistemas.
Além de pedir a exclusão dos anúncios questionados, o PL busca identificar quem está por trás das contas investigadas. Para isso, solicita que a plataforma preserve e posteriormente forneça informações como registros de acesso, dados de pagamento e identificação dos administradores dos perfis. A eventual entrega desse conteúdo ao partido, entretanto, ainda será analisada pela relatora do processo, ministra Estela Aranha.
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