O Partido Novo encerrou nesta terça-feira (4) uma das principais indefinições da disputa presidencial ao confirmar o senador Eduardo Girão (Novo-CE) como candidato a vice na chapa encabeçada pelo ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema. A informação foi divulgada pela CNN Brasil.
A definição ocorre uma semana após a convenção nacional da legenda, que oficializou Zema como candidato à Presidência, mas deixou em aberto a escolha do companheiro de chapa. Nos bastidores, o partido buscava um nome que reforçasse a presença nacional da campanha sem recorrer a alianças com outras siglas.
Com a decisão, Zema evita disputar a eleição com uma chapa “puro-sangue” formada apenas por dirigentes do Novo e encerra uma fase de negociações que incluiu conversas com nomes de fora do partido.
Antes da definição, chegaram a ser cogitados o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, o empresário Geraldo Rufino e o escritor Augusto Cury, mas nenhuma das articulações avançou.

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Girão exerce o primeiro mandato no Senado desde 2019 e construiu atuação marcada por pautas conservadoras, fiscalização do governo federal e defesa de investigações parlamentares. Sua indicação também amplia a presença da chapa no Nordeste, região onde Zema busca aumentar competitividade.
Crise entre Michelle e o PL
O senador também ganhou destaque recentemente por ter sido um dos personagens do conflito entre Michelle Bolsonaro e a direção do PL.
A crise teve início quando lideranças do partido, com participação do deputado André Fernandes (PL-CE) e aval do ex-presidente Jair Bolsonaro, passaram a negociar uma aliança com Ciro Gomes no Ceará.
Na ocasião, Michelle criticou publicamente a aproximação e classificou como um erro apoiar um político que, segundo ela, sempre fez críticas ao ex-presidente. Durante o lançamento da pré-candidatura de Girão ao governo cearense, a ex-primeira-dama saiu em defesa do senador e afirmou que Jair Bolsonaro seguia sendo “o maior líder da direita”.
O episódio aprofundou o desgaste entre Michelle e os filhos do ex-presidente, especialmente Flávio Bolsonaro, em uma das principais crises internas enfrentadas pelo grupo político durante a pré-campanha.
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