A eleição presidencial de 2026 começou oficialmente com 13 chapas que apresentaram pedido de registro ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) dentro do prazo encerrado às 19h de sábado (15). O primeiro turno será realizado em 4 de outubro.
A partir de agora, a Justiça Eleitoral analisa a documentação, as condições de elegibilidade e eventuais causas de inelegibilidade. Partidos, candidatos, coligações e o Ministério Público Eleitoral também podem questionar os registros durante essa etapa. Por isso, a apresentação do pedido não significa que a candidatura já esteja definitivamente aprovada.
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A campanha eleitoral começou em 16 de agosto, com autorização para propaganda nas ruas e na internet. O horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão começa em 28 de agosto.
Quem são os candidatos à Presidência em 2026?
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Lula disputa a Presidência pela sétima vez e tenta conquistar um quarto mandato no Palácio do Planalto. Ele venceu as eleições de 2002, 2006 e 2022.
A chapa repete a formação vencedora da eleição passada, com Geraldo Alckmin (PSB) na vice. Ex-governador de São Paulo e ex-adversário presidencial de Lula, Alckmin passou a integrar a aliança petista em 2022.
Lula entra na campanha na condição de presidente da República e candidato à reeleição. A campanha deve explorar os resultados do atual mandato, enquanto enfrenta o desgaste da avaliação do governo, especialmente em temas ligados à economia, segurança pública e custo de vida.
Flávio Bolsonaro (PL)

Senador pelo Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro assumiu o espaço eleitoral ocupado pelo pai, Jair Bolsonaro, dentro do PL.
Antes de chegar ao Senado, cumpriu quatro mandatos como deputado estadual no Rio. Sua carreira política começou em 2002.
A chapa é formada exclusivamente pelo PL. O candidato a vice é Alfredo Gaspar, deputado federal por Alagoas e ex-procurador-geral de Justiça do estado. O programa de Flávio inclui propostas de redução da maioridade penal, revisão das regras fiscais, redução de ministérios e mudanças na estrutura do Supremo Tribunal Federal.
Renan Santos (Missão)

Renan Santos estreia em uma eleição como candidato à Presidência. Ele é um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL) e presidente do Missão, partido que faz sua primeira disputa presidencial.
A legenda surgiu do grupo político construído em torno do MBL e tenta se apresentar como alternativa dentro do campo da direita.
O candidato a vice é Aroldo Medina, militar da reserva e também filiado ao Missão. A campanha tem defendido reformas econômicas, redução do tamanho do Estado e mudanças em políticas de segurança e programas sociais.
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Ronaldo Caiado (PSD)

Ronaldo Caiado volta a disputar a Presidência 37 anos depois de sua primeira candidatura, em 1989.
Médico e produtor rural, construiu carreira política ligada principalmente ao agronegócio. Foi deputado federal, senador e governador de Goiás antes de entrar novamente na corrida presidencial.
Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD e ex-prefeito de São Paulo, ocupa a vice. A chapa tenta ocupar o espaço de centro-direita e aposta principalmente na segurança pública e na experiência administrativa de Caiado.
Augusto Cury (Avante)

O escritor e psiquiatra Augusto Cury disputa sua primeira eleição. Conhecido por livros como O Vendedor de Sonhos e Inteligência Multifocal, Cury chega à política após construir carreira na literatura e na área de saúde mental.
Seu programa defende redução de gastos públicos, busca por equilíbrio fiscal, mudanças na educação e adoção do semipresidencialismo.
O vice é Júlio Delgado, ex-deputado federal por Minas Gerais. A chapa é formada pelo Avante. A candidatura foi registrada entre as 13 apresentadas ao TSE.
Romeu Zema (Novo)

Depois de dois mandatos no governo de Minas Gerais, Romeu Zema disputa pela primeira vez a Presidência.
Empresário antes de ingressar na política, Zema venceu sua primeira eleição para o governo mineiro em 2018 e foi reeleito em 2022.
O Novo montou uma chapa puro-sangue, com o senador Eduardo Girão como candidato a vice. O partido tem como principais bandeiras a redução do tamanho do Estado, privatizações, controle fiscal e reformas econômicas.
Edmilson Costa (PCB)

Edmilson Costa é economista, professor e secretário-geral do Partido Comunista Brasileiro.
Sua candidatura representa uma das chapas à esquerda do PT na disputa presidencial. O PCB apresenta um programa de orientação socialista, com críticas à política econômica baseada no mercado e defesa de maior participação estatal na economia.
Cleusa Santos, também do PCB, é a candidata a vice. A chapa consta entre os registros apresentados ao TSE.
Hertz Dias (PSTU)

Hertz Dias é professor da rede pública do Maranhão, rapper e militante político.
Ligado ao movimento negro e sindical, representa o PSTU na eleição presidencial. O partido tradicionalmente apresenta uma plataforma socialista e crítica tanto aos governos de direita quanto às administrações petistas.
Vanessa Portugal, professora e militante do PSTU, ocupa a vice.
Samara Martins (UP)

Dentista, Samara Martins chega à eleição presidencial depois de disputar a vice na chapa de Léo Péricles em 2022.
Neste ano, a Unidade Popular optou por uma chapa integralmente feminina. Raquel Brício é a candidata a vice.
A UP mantém uma plataforma vinculada à esquerda socialista, com defesa de maior presença do Estado na economia, políticas de redistribuição de renda e ampliação dos serviços públicos.
Wilson Grassi (Democrata)

Veterinário, Wilson Grassi será o primeiro candidato à Presidência lançado pelo Democrata.
A legenda foi criada em 2008 como Partido da Mulher Brasileira (PMB) e posteriormente mudou de nome.
Grassi terá Suêd Haidar como candidata a vice, também pelo Democrata. O partido apresenta sua primeira chapa presidencial desde a mudança de identidade partidária.
Clariana Barão (DC)

Advogada, Clariana Barão representa a Democracia Cristã na eleição.
Sua candidatura marca uma mudança histórica dentro do partido. Desde a criação da legenda, em 1995, José Maria Eymael havia se tornado o principal nome da sigla nas sucessivas disputas presidenciais.
Clariana terá Fabiana Torquato como candidata a vice, também pela DC.
Rui Costa Pimenta (PCO)

Rui Costa Pimenta entra em sua quinta eleição presidencial.
Jornalista e dirigente do Partido da Causa Operária, ele já disputou o Planalto em 2002, 2010, 2014 e outras eleições posteriores.
O PCO mantém uma plataforma de esquerda radical, com críticas às instituições políticas, ao sistema financeiro e à política econômica vigente. Antônio Carlos Silva é o candidato a vice.
Pablo Marçal (PRTB)

Pablo Marçal chega à eleição presidencial com uma situação jurídica ainda aberta. Empresário e influenciador digital, ele disputou a Prefeitura de São Paulo em 2024 e posteriormente recebeu condenações eleitorais que o deixaram inelegível até 2032.
Mesmo assim, o PRTB apresentou seu pedido de registro no último dia do prazo. Caberá ao TSE decidir se a candidatura poderá permanecer na disputa.
Marçal voltou ao PRTB após conseguir uma decisão judicial relacionada à sua filiação partidária. Leonardo Avalanche, presidente nacional da sigla, é o candidato a vice. O Senado registrou a chapa entre as 13 apresentadas à Justiça Eleitoral e destacou a condição de inelegibilidade de Marçal.
O que acontece agora com os registros?
Os pedidos para presidente e vice são julgados diretamente pelo TSE. A Corte verifica requisitos como filiação partidária, situação eleitoral, escolha em convenção e existência de causas que possam impedir a candidatura.
Durante essa fase, um registro pode ser contestado. A decisão final da Justiça Eleitoral determina se o candidato estará efetivamente apto a concorrer.
Os candidatos à Presidência utilizam na urna o número do partido ao qual estão filiados.
O primeiro turno acontece em 4 de outubro de 2026. Se nenhum candidato alcançar mais da metade dos votos válidos, os dois mais votados disputam o segundo turno em 25 de outubro.
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