O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu nesta quarta-feira com a vereadora Aava Santiago (PSB) e com a deputada federal Delegada Adriana Accorsi (PT) para tentar destravar o palanque que terá na sua campanha à reeleição em Goiás, um dos últimos estados em que ainda não há essa definição da chapa majoritária.
O vice-presidente Geraldo Alckmin e o presidente do PT, Edinho Silva, também acompanharam o encontro, que foi no Palácio do Planalto e durou cerca de duas horas. No encontro, segundo relatos, o presidente sinalizou que gostaria que Aava fosse candidata ao Senado e Adriana, ao governo —as duas hoje são pré-candidatas a uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Apesar de não ter tido uma definição, o PT deve fazer uma pesquisa de intenção de votos para testar o nome das duas lideranças, e integrantes da sigla dizem acreditar num desfecho até a próxima semana.

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Aava afirmou que o presidente da República “externou que a vontade dele é que Adriana Accorsi e eu tivéssemos no palanque majoritário”. Apesar de em nenhum momento ter convidado ela diretamente para essa disputa, disse que “esse seria o palanque que ele considera ideal”.
— Ele fez questão de repetir que ele jamais nos pressionaria. Que era para a gente pensar sobre isso, para a gente refletir, que não precisava dar nenhuma resposta hoje. Mas que a partir do momento em que se a gente se decidisse para a construção desse lugar, que é o almejado por ele, que ele nos daria todas as ferramentas para ocupá-lo — afirmou.
Segundo a vereadora, Lula deixou claro que a decisão caberia às duas lideranças. Ele também “acolheu com muita ternura e entusiasmo” a fala dela sobre o desejo de construir uma candidatura à Câmara e ajudar o seu partido, o PSB, a eleger parlamentares no estado.
Ela afirmou ainda que Lula se comprometeu a entregar uma pesquisa que mostrasse a viabilidade do nome delas na chapa majoritária “e a refletir sobre o que eu disse”. Ela mantém o desejo de concorrer à Câmara.
— Saí de lá muito tranquila de que a minha decisão de disputar uma cadeira em Brasília, na Câmara dos Deputados, vai ser muito respeitada, mas que, mesmo com essa decisão, o presidente Lula continuará tratando o nosso trabalho à frente do PSB como central para a construção do campo dele— seguiu.
Em 2022, Aava declarou apoio a Lula e integrou a equipe da transição de governo. Ela era do PSDB, mas deixou a sigla. Evangélica, é considerada uma liderança que pode aproximar Lula e o seu governo do segmento religioso.
Uma pessoa que acompanha as conversas disse que o encontro foi avaliado como muito positivo, apesar de não ter uma definição e das duas terem externado o desejo de concorrer à Câmara.
Apesar disso, um integrante do PT diz que estão confiantes que Lula conseguiu, com essa reunião, sensibilizar as duas políticas. O presidente reforçou que não iria pressionar as duas, mas ressaltou a importância dessa chapa em Goiás, citando o fato de serem duas lideranças jovens que representam o segmento feminino no estado.
Em publicação nas redes sociais, Edinho Silva disse que dialogaram sobre “o nosso projeto para Goiás, por um estado mais forte, mais justo e mais inclusivo”.
Além de Goiás, o presidente Lula ainda precisa definir o palanque em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do Brasil. Apesar da decisão de ter uma candidatura própria do PT, a principal cotada para encabeçar a chapa, Marília Campos, rejeitou essa possibilidade de manteve sua pré-candidatura ao Senado.
O plano A do petista era lançar o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco. Mas ele resistiu e, após meses de conversas, anunciou que deve deixar a vida pública no fim deste ano, quando encerrar seu mandato no Senado.
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