O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, evitou declarar apoio direto a Flávio Bolsonaro, que está no país, depois de o senador ter se autoproclamado “líder do Brasil” após a derrota nas urnas no domingo (25).

Questionado por jornalistas, Trump afirmou que não pretende comentar o assunto. “Não vou comentar. Nós demos a ele uma autorização para entrar no país, mas não vou me envolver”, disse.

Anteriormente, Trump havia afirmado, sem apresentar provas, que o pleito brasileiro “parece mais uma eleição fraudulenta”, mas ressaltou que mantinha uma boa relação com o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em carta divulgada nesta quarta-feira (28), Flávio incialmente se declarou “presidente eleito” e voltou a questionar, sem apresentar provas, o processo eleitoral brasileiro após ser derrotado por Lula. Poucos minutos depois, o senador atualizou o documento, substituindo a autodeclaração de “presidente eleito” pela expressão “líder do Brasil”.

Em outro momento, o senador afirma que a “perseguição política” que, segundo ele, começou com seu pai, Jair Bolsonaro, “se espalhou para milhares de outros brasileiros patriotas comuns e até mesmo cidadãos americanos”, com o objetivo de “silenciar qualquer pessoa que não concorde com o regime de exceção instaurado no Brasil através de uma Suprema Corte aparelhada pela organização criminosa petista”.

No texto, Flávio também agradece ao presidente da Argentina, Javier Milei, e a Trump pelo auxílio durante sua saída do Brasil, além de agradecer ao povo americano pelo “acolhimento”.

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