Após a derrota inesperada no 1º turno e a onda de direita que tomou conta do Senado, o PT fez um diagnóstico do que deu errado em sua campanha. As ações dos ministros do STF e a falta de comunicação digital voltada para um público mais jovem apareceram como os principais culpados pela derrota.

Agora, Lula tenta desesperadamente reverter a situação fazendo selfies com postagens em redes sociais para se conectar com o eleitor. Fala também em reforma do Judiciário, tenta emplacar a sua última arma eleitoral – o fim da escala 6 por 1 – e espalha terrorismo eleitoral, dizendo que seu oponente vai cortar auxílios governamentais com ajustes fiscais.
A bem da verdade é que o presidente Lula teve quatro anos para fazer reformas importantes no país. Não só não fez nenhuma como governou repetindo as mesmas fórmulas de governos petistas passados. Aumentou fortemente o gasto público e estimulou o consumo via isenções fiscais pontuais e crédito subsidiado para estimular a economia a qualquer custo.

A consequência da indução artificial do crescimento econômico foi mais inflação, elevação do custo de vida, endividamento familiar e aumento da dívida pública. Um filme parecido com o governo Dilma cujas causas começaram no Lula 2. Nada de novo.

A política econômica do atual governo não agradou. Dificilmente, o marketing fará efeito quando o produto é ruim. Lula parece aquele estudante que não estudou nada o ano inteiro e quer passar no vestibular estudando de véspera.