O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou à coluna que a decisão de Flávio Bolsonaro (PL) de não participar do último debate presidencial, marcado para esta quinta-feira (1º), foi tomada de forma conjunta pela campanha.
Valdemar disse que era contrário à presença de Flávio no encontro desde o início, principalmente pela ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para ele, a decisão da organização de retirar o púlpito destinado ao petista, impedindo que os candidatos se dirigissem ao espaço reservado ao presidente, foi o fator que encerrou a discussão.
“Acabaram com o debate. Eu já era contra a ida do Flávio sem o Lula. Mas [a decisão] foi tomada de forma conjunta, muita gente era contra”, afirmou à coluna. “A retirada do púlpito foi a gota d’água. Muita gente era contra a ida dele no debate sem o Lula.”
Na avaliação do presidente do PL, a participação de Flávio poderia ainda colocá-lo em uma situação desfavorável diante da ausência do petista. A leitura era de que o senador seria alvo dos demais candidatos durante o encontro.
Valdemar também avaliou que a presença de Renan Santos, definida de última hora, poderia ampliar esse cenário. Segundo ele, a participação do candidato representaria mais um adversário para fazer críticas a Flávio.“Só iam atacar o Flávio e a ida do Renan seria mais um para atacá-lo”, disse.
A decisão, portanto, foi mantida pela campanha mesmo diante da proximidade do debate. Internamente, a avaliação no PL é que a ausência de Lula alterou as condições do confronto e tornou a participação de Flávio menos interessante para a estratégia da candidatura.
