O escritor Augusto Cury (Avante) anunciou nesta quinta-feira (8) apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa ao Palácio do Planalto contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O segundo turno do pleito está marcado para 25 de outubro.
“Meu apoio não é um cheque em branco. (…) Apoio não é submissão! Se concordar, direi que concordo. Se discordar, direi que discordo”, afirmou o escritor.
Em nota, Cury disse que a decisão se deu depois de “uma longa conversa” com Flávio. Também foi assinado um “compromisso público” com as propostas defendidas pelo escritor durante a sua campanha ao Palácio do Planalto. O documento estabelece oito prioridades:
- Fim da reeleição presidencial, com defesa da alternância de poder e da renovação democrática;
- Transformação da saúde, com ampliação da telemedicina e do acesso à medicina moderna;
- Proteção integral às mulheres, com uso de tecnologia e enfrentamento da violência;
- Transformação da educação, com valorização dos professores e melhores salários;
- Financiamento de até R$ 10 milhões para microempresas, para estimular o empreendedorismo e a geração de empregos;
- Fortalecimento do cooperativismo, com defesa do ato cooperativo, apoio às cooperativas e verticalização agroindustrial;
- Valorização da agricultura, com a meta de dobrar a produção sustentável de alimentos em dez anos;
- Pacificação nacional, com um governo para todos os brasileiros, independentemente de suas convicções políticas, e combate à corrupção.
Segundo o comunicado, Cury entendeu que a iniciativa de Flávio em procurá-lo e a “disposição para ouvir e incorporar propostas” demonstraram “humildade e inteligência política”.
“Tive com Flávio uma longa conversa, olho no olho, sem filtros e sem rodeios. Disse-lhe claramente que não participaria de seu governo e que minha independência de pensamento seria inegociável”, contou.
Cury terminou a disputa à Presidência em terceiro. O escritor recebeu 3.448.569 votos, equivalente a 2,89%.
Além de Cury, Flávio conta com apoio dos ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), que disputaram a Presidência. Caiado terminou em quinto, com 2.605.148 votos (2,18%); Zema, em sexto, com 326.488 votos (0,27%).
Depois de começar a campanha à Presidência isolado, o senador também angariou novas alianças para a disputa direta contra Lula. A Federação União Progressistas, formada pelo União Brasil e pelo Partido Progressistas (PP), oficializou apoio a Flávio na quarta-feira (7).
Também na quarta-feira, o Novo e o Republicanos anunciaram adesão à campanha do parlamentar. Conforme noticiado pela coluna Beatriz Manfredini, da Jovem Pan, está sendo costurado um endosso do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) a Flávio.
