O Monitor do Debate Político da USP/CEBRAP e a More in Common estimaram a presença de 28,5 mil pessoas (+-3,4 mil pessoas) no ato promovido pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A manifestação aconteceu na Avenida Paulista, em São Paulo na tarde desta segunda-feira (7), dia da Independência do Brasil.
Como a margem de erro é de 12%, isso quer dizer que havia entre 25,1 mil e 32 mil participantes às 16h32, horário de pico. A contagem é feita a partir de fotos aéreas analisadas com software de inteligência artificial.
Segundo o levantamento, para o ato de 7 de setembro de 2025, foram 42,2 mil pessoas na Paulista. Em 2024, estiveram 45,4 mil pessoas na Paulista. Já em 2022, foram 32,7 mil pessoas em São Paulo e 64,6 mil pessoas no Rio
de Janeiro na mesma data.
Ato na Paulista
Flávio Bolsonaro realizou nesta segunda-feira, feriado de Independência do Brasil, um ato na Avenida Paulista, que levou apoiadores às ruas. O evento foi marcado por duas ações: oração e predido de esclarecimento sobre as últimas informações envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O ato, que começou por volta das 15h e terminou por volta das 16h45, começou com uma oração do Pai Nosso, e os pedidos de oração seguiram entre os outros participantes que falaram no ato, como: o presidente do PL, Valdermar Costa Neto, o vice de Flávio, Alfredo Gaspar (PL-AL), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), o pastor Silas Malafaia e os candidatos ao Senado por São Paulo, Guilherme Derrite e André do Prado.
Flávio associou Alexandre de Moraes ao candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT), dizendo que quem vota em Lula, está votando em Alexandre de Moraes. “Vamos acabar com o consórcio de Lula e Moraes”, declarou Flávio. Em outro momento, o senador puxou o coro de “Fora Lula, fora Moraes” e associou sua candidatura ao legado político do pai. “Eu quero que os persecutores me escutem muito bem: vai ter Bolsonaro na Presidência, sim.”
Durante sua fala, Flávio relembrou a facada sofrida pelo pai em setembro de 2018, e disse que faz campanha de colete a prova de bala. “Eu coloco meu peito na frente do povo braisleiro porque sei que no fundo o povo brasileiro é o colete do Brasil. É o colete que defende a democracia hoje”, declarou.
