Jaques Wagner (PT) é candidato à reeleição no Senado pelo estado do Ceará. Wagner nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 16 de março de 1951, em uma família de imigrantes judeus poloneses que buscaram refúgio no Brasil no período que antecedeu a Segunda Guerra Mundial.
Na juventude, ingressou no curso de Engenharia Civil na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, militando no movimento estudantil contra o regime militar.
Por razões de segurança política, interrompeu a graduação na década de 1970 e transferiu sua residência para a Bahia, estabelecendo-se no setor petroquímico de Camaçari como trabalhador da indústria.
No ambiente fabril, destacou-se na presidência do Sindiquímica e participou diretamente da fundação do Partido dos Trabalhadores e da Central Única dos Trabalhadores no estado. Na vida pessoal, é casado com Fátima Mendonça e tem três filhos.
Sua entrada no Parlamento ocorreu em 1990, quando se elegeu deputado federal pela Bahia, cumprindo três mandatos consecutivos na Câmara dos Deputados entre 1991 e 2003.
Lula e Bahia
Com a eleição do presidente Lula em 2002, Wagner assumiu o Ministério do Trabalho e, posteriormente, a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República. Em 2006, alcançou marco histórico ao se eleger governador da Bahia ainda no primeiro turno, derrotando a estrutura política ligada a Antônio Carlos Magalhães e encerrando décadas de hegemonia do grupo carlista.
Reeleito em 2010 com ampla maioria, governou o estado até 2014, período marcado por grandes investimentos sociais, atração de indústrias e pela sucessão vitoriosa de seu grupo político.
De volta ao governo federal em 2015, no mandato de Dilma Rousseff, exerceu os cargos de Ministro da Defesa e Chefe da Casa Civil durante a turbulência institucional que culminou no impeachment de 2016. Em 2018, candidatou-se ao Poder Legislativo e foi eleito Senador da República pela Bahia com mais de quatro milhões de votos para o mandato de 2019 a 2027.
No Senado Federal, assumiu papel estratégico na articulação política nacional, sendo designado em 2023 como Líder do Governo no Senado, posição em que conduz negociações de matérias econômicas, reformas tributárias e acordos partidários de alto impacto para o país.
Caso Master
O senador passou a ser alvo da apuração após a PF investigar relações dele e de pessoas próximas com o Banco Master. Wagner nega ter cometido irregularidades e considera que sua relação com Vorcaro era praticamente inexistente.
De acordo com os investigadores, há suspeitas de que Wagner tenha sido beneficiado de forma indevida em negociações relacionadas ao banco. Entre os fatos apurados está a compra de um apartamento avaliado em R$ 2,5 milhões, em Salvador, pelo ex-sócio do Banco Master, Augusto Lima.
Posterior à operação, o ex-líder do PT no Senado chegou a afirmar que mantinha uma relação próxima com Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, e afirmou que o empresário “se considera” amigo dele.
A investigação também analisa um contrato firmado em março entre uma empresa pertencente à esposa do enteado de Jaques Wagner e uma instituição financeira controlada pelo empresário Daniel Vorcaro.
