Governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Teixeira Lyra Lucena (PSD), de 47 anos, tenta permanecer no comando do Estado nas eleições de 2026. Nascida no Recife, em 2 de dezembro de 1978, ela construiu a trajetória profissional entre o Direito e o serviço público antes de ingressar na política. É formada em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e tem pós-graduação em Direito Econômico e de Empresas pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Raquel pertence a uma família com tradição na política pernambucana. O pai, João Lyra Neto, foi prefeito de Caruaru por dois mandatos, deputado estadual e vice-governador de Pernambuco. Em 2014, assumiu o governo do Estado após a renúncia de Eduardo Campos. O tio Fernando Lyra também teve carreira política: foi deputado federal por seis mandatos e ministro da Justiça no governo José Sarney.

Antes de disputar eleições, Raquel Lyra passou por diferentes funções no serviço público. Ainda durante a faculdade, foi aprovada em concurso para o Banco do Nordeste. Depois, ingressou na Polícia Federal (PF) como delegada, cargo que exerceu entre 2002 e 2005. Na sequência, foi aprovada para a Procuradoria-Geral do Estado de Pernambuco.

Entre 2007 e 2010, durante o primeiro governo de Eduardo Campos, comandou a Procuradoria de Apoio Jurídico e Legislativo do Executivo estadual. A experiência a aproximou da administração pública e antecedeu a entrada na disputa eleitoral.

Estreia nas urnas

A estreia de Raquel Lyra nas urnas ocorreu em 2010, quando foi eleita deputada estadual pelo PSB com 49.610 votos. Durante o mandato na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), presidiu a Comissão de Constituição, Legislação e Justiça. Também se licenciou do cargo para assumir a Secretaria da Criança e da Juventude do Estado entre 2011 e 2012.

Em 2014, foi reeleita para a Assembleia com 80.879 votos, uma das maiores votações daquele pleito. Ao longo dos dois mandatos, manteve atuação ligada à administração pública e às áreas jurídicas.

Dois anos depois, Raquel deixou o PSB e se filiou ao PSDB para disputar a Prefeitura de Caruaru. Naquele ano, foi eleita no primeiro turno com 53,15% dos votos e tornou-se a primeira mulher a comandar o município. Quatro anos depois, conquistou a reeleição também no primeiro turno, com 66,86% dos votos.

Raquel deixou a Prefeitura de Caruaru em 2022 para concorrer ao governo de Pernambuco. A renúncia ocorreu em março daquele ano, e o então vice-prefeito Rodrigo Pinheiro assumiu o cargo.

Eleição para o governo

Em 2022, Raquel disputou pela primeira vez o governo de Pernambuco. No primeiro turno, terminou na segunda colocação, com 20,58% dos votos, atrás de Marília Arraes, que avançou à segunda etapa. A campanha foi marcada pela morte do marido de Raquel, Fernando Lucena, no dia do primeiro turno.

No segundo turno, realizado em 30 de outubro, Raquel venceu Marília Arraes com 58,70% dos votos válidos, contra 41,30% da adversária. Com o resultado, tornou-se a primeira mulher eleita governadora de Pernambuco. A chapa teve Priscila Krause como vice-governadora.

Raquel iniciou o mandato no governo de Pernambuco pelo PSDB, mas deixou a legenda e se filiou ao Partido Social Democrático (PSD) em março de 2025. Nas eleições deste ano, disputa novamente o Palácio do Campo das Princesas pelo novo partido, tendo Priscila Krause como candidata a vice.