A defesa do pai do banqueiro Daniel Vorcaro, Henrique Moura Vorcaro, enviou solicitação ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que mude a prisão preventiva para a domiciliar.

“Requer a Vossa Excelência, autoridade judiciária responsável pela suspensão do referido processo, seja revista e revogada a aludida providência, tendo em vista se tratar de réu preso, há mais de 90 dias, sem nova fundamentação; não haver e não ser possível prever-se a definição das competências antes mencionadas; que padece de doença com grande capacidade de risco à vida”, escreveu a defesa.

Os advogados justificaram que mesmo após mais de 90 dias da prisão ainda não aconteceu uma reavaliação do caso.

Na quinta-feira (15) aconteceu a sessão no plenário sobre a análise para juntar ou não os julgamentos dos magistrados André Mendonça e Alexandre de Moraes em relação ao caso Master, que terminou com o pedido de vista do ministro Flávio Dino. A defesa usou o julgamento também para justificar o pedido de prisão domiciliar.

“A suspensão do processo na PET 15.978, não se resolveu na sessão do Plenário realizada na data de ontem, 15 de setembro, permanecendo em aberto a questão de se saber qual será o órgão competente e qual será o Relator para a apreciação de matéria inserida no âmbito das investigações do Caso Master”, completaram.

Prisão de Henrique Vorcaro

O empresário foi preso na manhã do dia 14 de maio pela Polícia Federal (PF), na 6ª fase da Operação Compliance Zero.

Na época, a corporação informou em nota que o objetivo da operação é aprofundar as investigações de organização criminosa suspeita de praticar condutas de intimidação, coerção, obtenção de informações sigilosas e invasões a dispositivos informáticos.

Policiais federais cumpriram, ao todo, sete mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nos estados de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Minas Gerais.

Quando ele foi preso, os advogados de Henrique Vorcaro afirmaram que a decisão era baseada “em fatos cuja comprovação da licitude e do lastro de racionalidade econômica ainda não estão no processo”. “O ideal seria ouvir as explicações antes de medida tão grave e desnecessária. Cuidaremos imediatamente de demonstrar o que estamos a dizer”, diz a nota.