A candidata ao Senado por São Paulo Simone Tebet (PSB) disse nesta quinta-feira (27) que não se arrepende das críticas que fez ao presidente Lula (PT). A declaração foi dada em sabatina ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan.
Tebet afirmou que é preciso diferenciar responsabilidade política de responsabilidade civil e criminal. Segundo ela, um chefe do Executivo pode responder politicamente por fatos ocorridos durante seu mandato sem necessariamente ter participação direta nas irregularidades.
“Eu não vejo incoerência porque eu não mudo uma linha do que eu disse e vou dizer porquê. Uma coisa é responsabilidade política e outra coisa é a responsabilidade civil e criminal de um presidente da república ou de um prefeito”Simone Tebet à Jovem Pan
A ex-ministra do Planejamento citou o Petrolão, esquema investigado pela Operação Lava Jato, e afirmou que, até então, ele havia sido o maior caso de corrupção da história do Brasil.
“Eu disse naquela época, repito, que até então, o Petrolão tinha sido o maior esquema de corrupção da história do Brasil. E envolvia todos os partidos, inclusive o que eu pertencia. Partidos beneficiados foram especialmente o MDB e o PP lá atrás”, disse Tebet.
Logo na sequência, ela também citou o Mensalão e mencionou o PL, partido do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro.
“E no Mensalão foi o PL do atual candidato Flávio Bolsonaro. Não estou dizendo que a família estava envolvida. Nós sabemos distanciar e separar”, continuou.
Uma das críticas que Tebet fez ao presidente Lula aconteceu em 2022, após uma sabatina organizada pelo jornal Estadão em parceria com a Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP). Na ocasião, a ex-ministra do Planejamento disse que não acreditava em um novo governo do petista – o que se concretizou meses depois.
“Não acredito no governo Lula. Por isso, eu sou candidata. Eu não consigo visualizar (apoio), a não ser o papel que nós temos de fortalecimento de um pacto a favor do Brasil que começa e não termina agora”Simone Tebet em 2022
Escândalo do Banco Master
Tebet também abordou o período em que foi senadora durante o governo de Jair Bolsonaro e citou o escândalo do Banco Master. Para a ministra, esse caso representa um esquema de corrupção de dimensão maior e o chamou de maior denúncia desse tipo já registrada no sistema financeiro brasileiro.
Segundo Tebet, a instituição, cujo dono é Daniel Vorcaro, cresceu e ampliou relações com bancos públicos e fintechs durante o governo Bolsonaro, em um movimento que, segundo ela, surpreendeu agentes do mercado financeiro.
“O Banco Master cresceu e ampliou seu envolvimento com bancos públicos e fintechs durante o governo Bolsonaro. Hoje, é a maior denúncia de corrupção do sistema financeiro já registrada na história do Brasil”Simone Tebet
