Randolfe Rodrigues (PT) chega às eleições de 2026 em busca do terceiro mandato consecutivo no Senado. Ex-deputado estadual e atual líder do governo Lula no Congresso, o parlamentar representa o Amapá na Casa desde 2011 e tenta permanecer por mais oito anos em uma disputa na qual duas cadeiras do estado estão em jogo.

Randolph Frederich Rodrigues Alves nasceu em Garanhuns, Pernambuco, em 6 de novembro de 1972, e mudou-se com a família para o Amapá ainda criança, aos 8 anos. É formado em História e Direito e possui mestrado em Políticas Públicas. Antes de chegar ao Congresso, também atuou como professor.

Sua entrada na vida pública ocorreu a partir do movimento estudantil. Filiado ao PT, foi eleito deputado estadual no Amapá em 1998 e conquistou um segundo mandato em 2002.

A primeira passagem pelo partido, entretanto, terminou antes de sua chegada ao Senado. Em 2005, Randolfe deixou o PT e participou da construção do PSOL, criado por dissidentes petistas após os primeiros anos do governo Lula.

Foi pela nova legenda que alcançou projeção nacional.

Chegada ao Senado

Em 2010, Randolfe concorreu pela primeira vez ao Senado. Naquele ano, duas cadeiras do Amapá estavam em disputa.

Randolfe recebeu mais de 200 mil votos e foi eleito para seu primeiro mandato. Ao assumir o cargo, tornou-se o senador mais jovem daquela legislatura. A chegada ao Congresso ampliou rapidamente sua projeção. Ainda no primeiro mandato, disputou duas vezes a Presidência do Senado, enfrentando primeiro José Sarney e posteriormente Renan Calheiros.

No período, participou de debates e investigações de alcance nacional e assumiu posições de destaque em comissões do Senado. Randolfe também voltou a mudar de partido. Depois de deixar o PT para participar da criação do PSOL, ingressou na Rede Sustentabilidade, legenda pela qual buscaria um novo mandato em 2018.

Reeleição em 2018

A segunda eleição ao Senado ampliou a votação do parlamentar no Amapá. Em 2018, Randolfe recebeu 264.798 votos e liderou a disputa pelas duas cadeiras disponíveis no estado. Lucas Barreto, então no PTB, conquistou a outra vaga.

Na apuração divulgada à época pelo Senado, Randolfe alcançou 47,24% dos votos, enquanto Lucas obteve 22,87%. O resultado garantiu mais oito anos de mandato a Randolfe e consolidou uma trajetória iniciada duas décadas antes na Assembleia Legislativa do Amapá.

O segundo mandato coincidiu com mudanças significativas em seu posicionamento partidário e em seu papel no Congresso.

Retorno ao PT e liderança do governo Lula

Depois de anos na Rede, Randolfe se aproximou novamente do PT e do grupo político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O senador apoiou Lula na eleição presidencial de 2022 e participou da campanha que levou o petista de volta ao Palácio do Planalto. Posteriormente, assumiu a liderança do governo no Congresso Nacional, tornando-se um dos principais responsáveis pela articulação entre o Executivo e deputados e senadores.

Em 2023, deixou a Rede. Posteriormente, retornou ao Partido dos Trabalhadores, legenda na qual havia iniciado sua carreira política décadas antes e pela qual disputa a eleição de 2026. A volta ao PT fechou um ciclo partidário iniciado nos anos 1990: PT, PSOL, Rede e novamente PT.

Em busca do terceiro mandato

Em 2026, Randolfe chega às urnas depois de 16 anos consecutivos no Senado. A eleição coloca novamente duas cadeiras do Amapá em disputa, justamente as ocupadas por ele e Lucas Barreto desde 2019.

Randolfe concorre com Gabriel Andrade (PDT) como primeiro suplente e Jessyca Mais Saúde (Republicanos) como segunda suplente.

A eleição ocorre em um cenário diferente das duas disputas anteriores do senador. Em 2010, Randolfe chegou à Casa como integrante do PSOL; em 2018, conquistou a reeleição pela Rede. Agora, tenta o terceiro mandato pelo PT e como líder do governo federal no Congresso.

Aos 53 anos, Randolfe chega à sua terceira eleição para o Senado depois de duas vitórias consecutivas. Se conquistar uma das duas vagas disponíveis em 2026, poderá completar 24 anos consecutivos como senador pelo Amapá ao fim do próximo mandato, em 2035.