A jornalista e ex-deputada federal Mara Rocha (Republicanos) tenta retornar ao Congresso Nacional nas eleições de 2026, desta vez como candidata a uma das duas vagas do Acre no Senado.

Aos 52 anos, ela chega à disputa depois de uma trajetória relativamente recente nas urnas. Foi eleita deputada federal em sua primeira candidatura, em 2018, e quatro anos depois deixou a Câmara para concorrer ao governo do Acre. Agora, disputa sua terceira eleição.

Mara Rocha é o nome político de Cylmara Fernandes da Rocha Gripp, nascida em Rio Branco em 4 de setembro de 1973. Jornalista e empresária, tem ensino superior completo e construiu parte de sua projeção pública no estado antes de ingressar na política eleitoral.

Ela também pertence a uma família com atuação na política acreana. É irmã de Wherles Rocha, o Major Rocha, que foi deputado estadual, deputado federal e vice-governador do Acre.

Estreia nas urnas

A primeira candidatura de Mara Rocha ocorreu nas eleições de 2018. Filiada ao PSDB, concorreu a uma cadeira na Câmara dos Deputados. Logo na estreia, foi eleita deputada federal com 40.047 votos e terminou como a candidata mais votada do Acre para o cargo naquele ano.

Mara chegou ao Congresso no mesmo processo eleitoral que provocou uma mudança importante no cenário político estadual. Gladson Cameli venceu a disputa pelo governo no primeiro turno e encerrou uma sequência de duas décadas de governos ligados ao PT no Acre.

Na Câmara, Mara iniciou o mandato em fevereiro de 2019. Nos primeiros meses, chegou a exercer a função de vice-líder do PSDB.

Segurança, agricultura e desenvolvimento

Durante os quatro anos como deputada federal, Mara Rocha integrou comissões relacionadas a algumas das principais áreas de interesse da bancada acreana.

Foi titular da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado e da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural. Também participou da Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional e da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência.

Em 2022, passou ainda pela Secretaria da Mulher da Câmara. A atuação parlamentar ocorreu durante praticamente todo o governo de Jair Bolsonaro. Mara integrou uma bancada acreana majoritariamente alinhada ao campo de centro-direita e direita que havia saído fortalececido das eleições de 2018.

Saída do PSDB

No último ano do mandato na Câmara, Mara Rocha mudou de partido e decidiu deixar a disputa pela reeleição para tentar um cargo majoritário. Em 2022, filiou-se ao MDB e lançou candidatura ao governo do Acre, tendo Fernando Zamora como candidato a vice.

A eleição colocou Mara contra nomes de diferentes grupos da política estadual, entre eles o então governador Gladson Cameli, que buscava a reeleição, o ex-governador Jorge Viana, Sérgio Petecão e Márcio Bittar.

Mara terminou a disputa em terceiro lugar, com 47.173 votos, equivalentes a 11,06% dos votos válidos. Cameli foi reeleito no primeiro turno. Com a derrota, ela encerrou o mandato de deputada federal no início de 2023 e ficou sem cargo eletivo.

Republicanos e retorno às urnas

Depois da passagem pelo PSDB e pelo MDB, Mara Rocha ingressou no Republicanos, partido pelo qual voltou ao cenário eleitoral em 2026. Desta vez, o objetivo é chegar ao Senado. Mara disputa uma das duas vagas destinadas ao Acre, em uma eleição na qual dois terços das cadeiras da Casa serão renovados em todo o país.

Sua candidatura foi registrada pelo Republicanos dentro da coligação Trabalho da Esperança. O pastor Raimundo Nonato Moreira da Silva, o Pr. Moreira, foi registrado como primeiro suplente, e Francisco José Moreira Neto, como segundo. A disputa representa também uma tentativa de retornar a Brasília quatro anos depois de abrir mão de uma possível reeleição para a Câmara para concorrer ao governo estadual.

Aos 52 anos, Mara Rocha chega à eleição de 2026 com uma vitória e uma derrota em seu histórico eleitoral: foi eleita deputada federal na estreia, em 2018, e derrotada na corrida pelo governo quatro anos depois. Agora, tenta conquistar pela primeira vez um mandato no Senado.