O candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), criticou nesta terça-feira (18) a política de segurança pública do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) e afirmou nunca ter visto “um trabalho sério” na área durante a atual gestão. A declaração foi dada durante sabatina eleitoral promovida pela Jovem Pan.
“Eu nunca vi um trabalho sério ser feito em segurança pública aqui no estado de São Paulo em muito tempo, sobretudo nesse governo, que começou indicando mal o comandante da Polícia Militar.” Além disso, Haddad também criticou a defasagem tecnológica da Polícia Civil do estado, dizendo que a mesma se encontra “em frangalhos”.
“Menos de 5% dos crimes são elucidados,como você vai viver sem segurança?”, disse o candidato. O petista ainda foi contra o modelo adotado por Tarcísio, criticando a falta de diálogo da esfera estadual com o judiciário. “Alguma vez você viu uma reunião de trabalho acontecer? Polícia Militar, Polícia Civil, Poder Judiciário, Polícia Federal (…) eu não vejo isso acontecer”, completou.
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Haddad destacou que não aceitaria uma imposição política para concorrer ao governo estadual e questionou a atuação e a trajetória de Tarcísio no estado. “Eu jamais faria o que o Tarcísio fez. O Tarcísio veio para cá imposto pelo Bolsonaro. Ele queria ser senador por Goiás e, efetivamente, ele não governou“, afirmou o candidato.
Ao abordar a situação socioeconômica paulista, Haddad apresentou dados para argumentar que o estado vem sofrendo retrocessos em diversas áreas vitais, como crescimento econômico, educação e saúde pública. “O estado de São Paulo está crescendo meio por cento ao ano, contra 2,3% do Brasil. O estado de São Paulo caiu para o 10º lugar em educação, um estado que já liderou os indicadores de qualidade da educação. A fila do SUS em São Paulo caiu menos do que nos outros estados”, pontuou.
O candidato também voltou a atenção para a situação financeira do estado, citando números sobre o caixa público e operações recentes como a privatização da Sabesp e renegociações de dívidas com o governo federal. “As finanças de São Paulo estão deterioradas. O Tarcísio recebeu o estado com 19 bilhões em caixa, vendeu por 13 a Sabesp e ganhou 12 de presente do governo federal, que renegociou a dívida do estado. Hoje, São Paulo tem 5 bilhões no caixa livre. As coisas não estão bem”, declarou.
Diante do diagnóstico apresentado, Haddad comprometeu-se a reestruturar a gestão pública paulista e ressaltou suas motivações pessoais e políticas para disputar o cargo. “Eu posso garantir a você que eu vou reverter essa situação na saúde, na educação, na segurança, nas finanças do estado e na economia do estado. São essas cinco razões que me dão a certeza de que posso ajudar você a melhorar sua condição de vida”, concluiu.
