A deputada federal pelo PSOL, Sônia Guajajara, fez críticas nesta segunda-feira (15) à famílai Bolsonaro e classificou Flávio como “aprendiz de presidente”. Segundo ela, em entrevista exclusiva, o grupo político busca criar fatos sem apresentar propostas concretas para o país. Ela demonstrou preocupação com a possibilidade de extinção do Ministério dos Povos Indígenas em uma eventual mudança de governo. Apesar disso, reconheceu que há lideranças e comunidades indígenas que se identificam com pautas da direita política.

Para Guajajara, a soberania nacional deve estar no centro do debate das próximas eleições presidenciais. Ex-ministra dos Povos Indígenas avaliou que o presidente Lula (PT) representa esse compromisso, enquanto criticou adversários políticos ligados ao campo bolsonarista.

Ao comentar o chamado caso Master, envolvendo conversas entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do banco, Sônia defendeu que o eleitorado analise cuidadosamente todos os elementos e personagens relacionados ao episódio antes de formar uma opinião.

A deputada também comentou a discussão sobre o fim da escala de trabalho 6×1. Para ela, o debate conseguiu mobilizar a sociedade e ampliar a participação popular na discussão sobre direitos trabalhistas. Defensora da adoção da jornada 5×2, Sônia afirmou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tem condições de acelerar a tramitação do tema caso haja interesse político.

Pensando na disputa eleitoral de 2026, quando buscará a reeleição para a Câmara dos Deputados, Sônia revelou com exclusividade o lançamento do projeto “Aldear a Política”. A iniciativa pretende incentivar e ampliar a presença de indígenas em cargos legislativos em todo o país, incluindo vagas no Congresso Nacional. A parlamentar confirmou que será candidata à reeleição por São Paulo e deverá integrar a base de apoio do ex-prefeito Fernando Haddad em uma eventual disputa pelo governo do estado.