O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cometeu uma gafe neste sábado (29) ao confundir a atual primeira-dama, Janja, com a ex-mulher Marisa Letícia, que morreu em 2017. O nome de Marisa voltou aos discursos do atual presidente, que aposta na nostalgia como uma das marcas de sua campanha para vencer a corrida pelo Planalto pela quarta vez.
“Perdi a Janja depois de 45 anos de casado”, disse petista, que se corrigiu e mencionou o nome da ex depois de ser corrigido pelo público e por Janja, que estava ao lado dele. “Quando pensei que minha vida não tinha mais sentido, Deus colocou no meu caminho a Janja, que me faz ser um homem pleno. Queria dizer para vocês, na frente da minha mulher e na frente de vocês, vivo meu melhor momento como ser humano na passagem pela Terra”, completou.
Lula participou de um ato em Belo Horizonte voltado à participação feminina na política. Estiveram presentes as ministras mulheres do governo, entre elas a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, e da Gestão, Esther Dweck, e candidatas ao Senado em todo o País, como Marília Arraes (PDT) e Eliziane Gama (PT).
O presidente da República cobrou que as mulheres votem em candidatas mulheres e que se comprometam com as pautas de defesa dos direitos das mulheres. Afirmou que elas devem aproveitar o fato de que são a maioria da sociedade.
“Exerçam sua maioria. Deus já fez de vocês a maioria da população”, afirmou. Lula também fez o mesmo apelo aos trabalhadores. Disse que “quando eu vejo um pobre defendendo um rico, fico pensando: ‘O que ele pensa?'”
Lula também falou que “a participação de mulheres em cargos de gestão. no governo passado, era de 29%, e agora são 38%”. “E é pouco, precisamos chegar a 50% ou mais”, disse, sob os olhares da primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja.
O petista fez referência à sua mãe, a Dona Lindu, figura sempre presente em seus discursos, e disse que ela é “a heroína da minha vida”. Também mencionou o Pacto Nacional contra o Feminicídio, levado adiante por seu governo junto aos demais Poderes da República. Segundo ele, desde que o pacto foi assinado, o governo aprovou 11 leis e assinou quatro decretos e três portarias sobre o assunto. Disse que “fizemos mais do que já havia sido feito no combate ao feminicídio”.
*Com informações de Estadão Conteúdo
