Pesquisa Quaest divulgada neste sábado (3), véspera do 1º turno, mostrou que o presidente Lula (PT) tem 46% das intenções de votos válidos no primeiro turno da eleição presidencial, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 45%.

No último dia 28, a pesquisa mostrou Lula com 39% das intenções de voto e Flávio com 34%.

O escritor Augusto Cury (Avante), que estava na terceira posição, oscilou de 4% para 3%. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado e o influenciador Renan Santos (Missão) também aparecem com 3% cada nas intenções de voto.

Ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB) e os outros candidatos não pontuaram.

No levantamento de votos totais, com brancos e nulos, Lula marcou 40% contra 38% de Flávio. Caiado, Renan e Augusto Cury têm 3% cada.

Entre brancos, nulos ou que não vão votar, estão 10%. Indecisos registraram 3%.

O levantamento ouviu 3.702 eleitores de 16 anos ou mais, entre os dias 2 e 3 de outubro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-02197/2026.

Lula e Flávio antes do 1º turno

O presidente Lula e Flávio Bolsonaro encerraram neste sábado (3) a campanha de rua antes do primeiro turno das eleições de 2026, reforçando as estratégias que marcaram a reta final da disputa. Em São Paulo, Lula voltou a apostar no endividamento das famílias e no confronto com o bolsonarismo. Flávio participou de atos no interior paulista e no Rio de Janeiro, ampliando a mobilização de aliados e intensificando as críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Na Avenida Paulista, Lula caminhou ao lado do candidato petista ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, e voltou a defender medidas para aliviar o orçamento das famílias. Criticou os juros dos cartões de crédito, que classificou como “uma roubalheira”, e afirmou que as bets “viraram uma doença para o povo brasileiro”.

O presidente também defendeu o fim da escala 6×1 e atacou os adversários, mencionando as investigações sobre irregularidades na Previdência e o caso Banco Master. O ato teve um princípio de confusão após policiais militares determinarem a retirada de caminhões da região.

Flávio começou o dia com uma motociata ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), entre Santa Bárbara d’Oeste e Americana, no interior paulista. A mobilização também reuniu o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), e os candidatos ao Senado André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP).

Após o percurso, o senador defendeu mudanças no Judiciário, afirmou que o STF não pode funcionar como “uma delegacia de polícia” e acusou o PT de utilizar instituições para perseguir adversários, sem apresentar provas.