Rayssa Furlan (Podemos) chega às eleições de 2026 em sua segunda tentativa de conquistar uma vaga no Senado pelo Amapá. Médica e ex-primeira-dama de Macapá, ela recebeu mais de 174 mil votos na disputa de 2022, mas terminou atrás de Davi Alcolumbre (União Brasil). Quatro anos depois, volta às urnas em uma eleição que renovará duas das três cadeiras do estado na Casa.
Nascida em Brasília, em 8 de fevereiro de 1987, Rayssa Cadena Furlan é médica e gestora pública. Sua trajetória política está ligada a Macapá, onde exerceu a função de primeira-dama entre 2021 e 2026 durante a gestão do marido, Dr. Furlan, eleito prefeito em 2020 e reeleito em 2024.
Na administração municipal, Rayssa também ocupou a Secretaria Municipal de Mobilização e Participação Popular, cargo que ampliou sua presença na gestão e antecedeu sua primeira candidatura a um posto eletivo.
A estreia nas urnas ocorreu em 2022. Filiada ao MDB, Rayssa decidiu disputar a única cadeira do Amapá que estava em jogo no Senado naquele ano.
Mais de 174 mil votos
Na primeira candidatura, Rayssa enfrentou Davi Alcolumbre, que buscava a reeleição ao Senado depois de já ter presidido a Casa. Rayssa recebeu 174.128 votos, enquanto Alcolumbre obteve 196.087 e conquistou um novo mandato. A candidata terminou a eleição em segundo lugar. Dados compilados pelo Senado apontam 43,51% para Rayssa e 49% para Alcolumbre na comparação dos votos atribuídos aos candidatos.
A maior parcela da votação de Rayssa veio de Macapá. Dos mais de 174 mil votos obtidos no estado, 114.575 foram registrados na capital, equivalentes a cerca de dois terços de seu total.
Apesar da derrota, a votação colocou Rayssa entre os nomes com expressão eleitoral no estado já em sua primeira disputa. Nos anos seguintes, ela permaneceu ligada à administração municipal enquanto Dr. Furlan consolidava sua própria trajetória política. Em 2024, o marido foi reeleito prefeito de Macapá com 204.291 votos, equivalentes a 85,08% dos votos válidos.
Do MDB ao Podemos
O cenário partidário mudou para a eleição de 2026. Rayssa deixou o MDB e passou a integrar o Podemos, partido pelo qual registrou sua segunda candidatura ao Senado.
A mudança ocorre também em um momento diferente para seu grupo político. Dr. Furlan deixou a Prefeitura de Macapá e o MDB, filiou-se ao PSD e entrou na disputa pelo governo do Amapá. Rayssa, por sua vez, manteve o projeto de chegar ao Senado.
A chapa registrada para 2026 tem Neto Furlan (Podemos) como primeiro suplente e Marlucia Sullyvan (Podemos) como segunda suplente. Rayssa declarou patrimônio de R$ 1,37 milhão à Justiça Eleitoral.
Segunda tentativa de chegar ao Senado
A disputa de 2026 apresenta uma diferença fundamental em relação à eleição anterior. Em 2022, apenas uma cadeira do Amapá estava em jogo. Desta vez, o eleitor poderá escolher dois candidatos, já que terminam os mandatos de Randolfe Rodrigues e Lucas Barreto, eleitos em 2018.
Os dois senadores disputam a reeleição. Além deles e de Rayssa, a eleição reúne outros candidatos, entre eles Acácio Favacho (MDB), Alliny Serrão (União Brasil) e João Capiberibe (PSB).
