O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), publicou mais uma sátira para criticar o atual governo. Desta vez, ele retratou a investigação contra o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT). “Janja, pega meu passaporte e um edredom que Curitiba é frio”, diz o boneco do atual presidente no vídeo após ouvir notícia sobre abertura do inquérito de Lulinha, se referindo ao tempo que ficou preso.

A preocupação seria por Lula ter confundido que seria uma investigação contra ele mesmo. O vídeo postado nesta sexta-feira (31) é mais um episódio da série “Os Intocáveis”, que Zema faz o uso de bonecos que representem os personagens políticos envolvidos para criticar o atual governo e o Supremo Tribunal Federal (STF).

No vídeo, Lula liga para Lulinha para reclamar que o caso seja “apenas dois meses antes das eleições”, mas que vai tentar resolver com uma ligação. O ministro Flávio Dino, do STF, atende e diz que dessa vez não pode ajudar. “O caso caiu com o [André] Mendonça, o terrívelmente evangélico. Desta vez não vai dar, manda boa sorte para o seu menino”, diz o boneco de Dino.

Investigação de Lulinha

O ministro do STF André Mendonça autorizou a Polícia Federal (PF) a instaurar um inquérito para investigar o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha e filho do presidente Lula (PT). A investigação tem o objetivo de apurar a suspeita de crimes de corrupção e tráfico de influência no governo federal, relacionados à autorização e comercialização de cannabis medicinal.

A decisão de Mendonça atende a um pedido da própria PF, que pediu a abertura de uma investigação autônoma após o nome do empresário surgir durante investigações de outro caso: os desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O nome de Lulinha apareceu inicialmente nas investigações da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de desvios de aposentadorias no INSS estimado em cerca de R$ 6 bilhões. A menção ocorreu devido à relação do filho do presidente com o empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como líder do esquema.

Durante as investigações, Lulinha admitiu ao STF que viajou a Portugal com despesas pagas por Antunes para prospectar negócios no setor de cannabis medicinal. A intermediação do contato foi feita pela empresária Roberta Luchsinger, que recebeu R$ 1,5 milhão de Antunes sob a justificativa de prestar serviços de consultoria para a regulação do mercado de cannabis no Brasil.

Como a PF concluiu que as suspeitas envolvendo o mercado de cannabis não têm relação direta com as fraudes nos benefícios do INSS, a corporação pediu ao STF a separação dos casos, o que originou neste novo inquérito.