O ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), publicou nesta quarta-feira (19) um novo vídeo da série “Os Intocáveis”. A gravação faz referência ao caso envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino e a investigação contra o jornalista maranhense Luís Pablo, que publicou imagens de um carro oficial utilizado pelo magistrado e por familiares.
O vídeo utiliza personagens produzidos com inteligência artificial para representar autoridades e outras figuras públicas. Na gravação, um personagem que representa Dino aparece em uma conversa por telefone e é relacionado ao episódio envolvendo o veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA).
Ao longo da sátira, o personagem recebe informações sobre a investigação e faz referências a dinheiro e ao acesso a informações.
Em outro trecho, aparece a jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, também retratada por meio de inteligência artificial. O vídeo termina com uma reprodução de uma reportagem sobre o caso do carro oficial utilizado por familiares de Dino.
O conteúdo exibido na gravação tem como base um caso que envolve o jornalista Luís Pablo, responsável pelo Blog do Luís Pablo. Em março, a Polícia Federal (PF) cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa do jornalista, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF. A medida ocorreu no âmbito de uma investigação sobre suposta perseguição a Flávio Dino.
A investigação teve origem em reportagens publicadas por Luís Pablo sobre o uso de um veículo oficial do TJ-MA por familiares de Dino em São Luís. Segundo as publicações, o veículo seria utilizado em deslocamentos particulares. O jornalista também divulgou imagens que, segundo ele, mostravam familiares do ministro utilizando o carro.
Na semana passada, o caso voltou a ganhar repercussão após a PF cumprir uma nova ordem judicial contra Raimundo Cutrim, apontado como fonte das informações publicadas pelo jornalista. A decisão também foi autorizada por Moraes e faz parte da investigação sobre a perseguição a Dino.
O episódio gerou manifestações de entidades ligadas à imprensa e reacendeu o debate sobre o sigilo da fonte jornalística. O presidente do STF, Edson Fachin, afirmou que o direito ao sigilo da fonte é uma garantia fundamental dos jornalistas.
