

A investigação sobre a possível comercialização irregular de medicamentos e outras substâncias voltadas ao emagrecimento chegou, nesta quarta-feira (9), a três cidades da Zona da Mata. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos pela Polícia Civil em Visconde do Rio Branco, Guiricema e São Geraldo, onde três pessoas são investigadas por oferecer os produtos fora das normas sanitárias exigidas. Segundo as apurações, as vendas eram anunciadas nas redes sociais – principalmente pelo Instagram.
Ao menos 20 ampolas e frascos foram recolhidos nos três endereços, entre embalagens lacradas, abertas e vazias. A relação de produtos encontrada pelos policiais inclui tirzepatida, retatrutida, peptídeo GHK-CU e Lipostabil. Uma embalagem de retatrutida com caneta e agulhas também estava entre os itens apreendidos, assim como seringas que já continham uma substância incolor preparada para aplicação.
Junto aos produtos, a equipe encontrou materiais relacionados ao preparo e à aplicação das substâncias, como agulhas e seringas, além de receituários e outros documentos. Em um dos imóveis, havia seringas novas ainda embaladas e outras que, conforme a Polícia Civil, aparentavam já ter sido utilizadas.
Origem dos produtos ainda será investigada
Apesar das apreensões, a procedência dos medicamentos e substâncias ainda não foi esclarecida. Também não há, até o momento, confirmação sobre a autenticidade dos produtos ou sobre as condições em que eram mantidos antes de chegar aos possíveis compradores.
Para responder a essas questões, o material deverá ser submetido a análises técnicas e periciais durante o inquérito. A apuração também deverá verificar se havia irregularidades na comercialização, quais normas sanitárias podem ter sido descumpridas e se a conduta dos investigados configura crime.
Ouvidos pela Polícia Civil depois das buscas, os três alvos foram liberados. A corporação informou que a investigação ainda depende dos resultados das perícias e de outras diligências para definir a materialidade das possíveis infrações e a responsabilidade de cada envolvido.
Celulares podem ampliar investigação
Além dos medicamentos e materiais utilizados nas aplicações, a polícia apreendeu três celulares, um em cada cidade onde foram realizadas as buscas. Os aparelhos serão submetidos à análise de dados.
À Tribuna de Minas, o delegado Pedro Vasques explicou que o conteúdo dos celulares poderá ajudar a esclarecer a dinâmica das vendas e eventualmente revelar a participação de outras pessoas.
Todo o material recolhido permanece à disposição da Polícia Civil. O inquérito continuará para esclarecer a origem das substâncias, como ocorria a comercialização e a responsabilidade de cada pessoa envolvida.
*Estagiário sob supervisão do editor Arthur Raposo Gomes.

