médicos farmacêuticos

Moradores de Arantina, cidade a cerca de 120 quilômetros de Juiz de Fora, denunciaram o uso indevido de seus CPFs para aquisição e retirada de medicamentos em uma farmácia localizada no Centro da cidade. A suspeita de estelionato foi registrada pela Polícia Militar (PM) na manhã de terça-feira (13), por volta das 10h, após as vítimas identificarem movimentações não autorizadas.

As irregularidades foram descobertas depois que os moradores receberam notificações e consultaram os registros disponíveis no aplicativo SUS Digital. Conforme os relatos apresentados à PM, os medicamentos haviam sido registrados em seus nomes sem qualquer solicitação ou consentimento. Alguns dos produtos também não correspondiam às condições de saúde dos denunciantes.

O aplicativo permite consultar o histórico de medicamentos retirados pelo Farmácia Popular, programa do Governo federal que oferece medicamentos gratuitos por meio de estabelecimentos credenciados. Para ter acesso aos produtos, é necessário apresentar documento com CPF e receita médica válida.

Segundo a Polícia Militar, as denúncias começaram a ser registradas na última semana, quando outras pessoas compareceram à delegacia para relatar situações semelhantes. De acordo com a corporação, as ocorrências estão relacionadas a uma única farmácia. As vítimas foram orientadas a preservar os registros digitais para auxiliar nas investigações.

Polícia Civil investiga denúncias

Procurada pela Tribuna de Minas, a Polícia Civil informou que instaurou inquérito para investigar as denúncias e está entrando em contato com as vítimas para dar andamento aos procedimentos necessários. Segundo a corporação, as investigações continuam, e novas informações serão divulgadas conforme o avanço da apuração.

A Tribuna também procurou o Ministério da Saúde para saber se a pasta tem conhecimento das ocorrências, quais medidas poderão ser adotadas e quais orientações devem ser seguidas pelas pessoas afetadas. Até a publicação desta matéria, não houve retorno.

*Estagiário sob supervisão da editora Fabíola Costa