
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Visconde do Rio Branco, apresentou quatro denúncias contra 26 pessoas investigadas por suposta participação em uma organização criminosa especializada no furto de cabos de cobre de redes de telefonia, internet e energia elétrica. Segundo o órgão, o grupo teria movimentado mais de R$ 150 milhões com a comercialização do material.
As denúncias envolvem investigados apontados como integrantes de diferentes núcleos da organização, incluindo responsáveis pela execução dos furtos, articulação e logística das ações, receptação local, liderança financeira e receptação interestadual.
Segundo as investigações, o grupo teria atuado entre 2020 e 2025 em municípios da Zona da Mata, como Juiz de Fora, Visconde do Rio Branco (cerca de 130 km de Juiz de Fora), Ubá (aproximadamente 110 km), Leopoldina (cerca de 100 km), Matias Barbosa (aproximadamente 20 km), São João Nepomuceno (cerca de 50 km) e Barbacena (aproximadamente 100 km). O material furtado também seria comercializado para empresas localizadas em outros estados.
Conforme o MPMG, a organização atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas entre os integrantes. O núcleo executor seria responsável pela escolha dos alvos e pela retirada dos cabos de cobre pertencentes às redes de concessionárias de serviços públicos.
As investigações apontam que parte dos envolvidos teria experiência profissional na área de telecomunicações, utilizando conhecimentos técnicos para facilitar a execução dos crimes. Para evitar suspeitas, o grupo utilizaria uniformes, crachás falsificados, veículos caracterizados, cones de sinalização e documentos adulterados, simulando a realização de serviços de manutenção.
Já o núcleo de articulação e logística teria como funções coordenar as ações criminosas, recrutar participantes, organizar equipes, definir locais de atuação, fornecer veículos e equipamentos, transportar os materiais furtados e distribuir os valores obtidos com a atividade ilegal.
O MPMG identificou ainda um núcleo responsável pela receptação local, processamento do cobre e gerenciamento financeiro da organização. Segundo a denúncia, os cabos adquiridos eram armazenados e passavam por processos de descaracterização, como retirada de revestimentos e queima de fios, para dificultar a identificação da origem do material e aumentar seu valor de revenda.
De acordo com o Ministério Público, esse núcleo também coordenava a venda do cobre para compradores de outros estados. A investigação identificou movimentações financeiras superiores a R$ 150 milhões, além do uso de contas bancárias de terceiros e empresas para movimentar recursos que, segundo o órgão, seriam provenientes das atividades criminosas.
A quarta denúncia apresentada pelo MPMG trata dos integrantes do núcleo de receptação interestadual. Conforme as investigações, empresários e comerciantes de sucatas localizados em Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro teriam adquirido grandes quantidades de cobre de origem ilícita, realizando posteriormente o processamento industrial do material e sua reinserção no mercado formal.
O Ministério Público afirma que as transações eram realizadas sem documentação fiscal compatível com os volumes negociados e que os envolvidos adotavam mecanismos para ocultar a origem dos bens e dos valores obtidos com a comercialização do metal.
As apurações também indicam que os integrantes da organização mantinham comunicação frequente por aplicativos de mensagens para definir datas, horários, equipes, rotas de deslocamento e municípios onde seriam realizadas as ações. Também foram identificadas transferências bancárias, movimentações financeiras expressivas e estratégias para ocultação de recursos.
Nas denúncias, o MPMG atribui aos investigados, conforme a participação de cada um, os crimes de organização criminosa, receptação qualificada e lavagem de capitais. O órgão também solicitou o pagamento de indenizações pelos danos causados às concessionárias de serviços afetadas e por danos morais coletivos.
Os furtos de cabos de cobre podem provocar impactos na prestação de serviços essenciais à população, com interrupções em sistemas de telefonia, internet e fornecimento de energia elétrica, além de prejuízos econômicos e riscos à segurança das comunidades atingidas.
Texto reescrito com o auxílio do Chat GPT e revisado por nossa equipe

