Uma operação da Polícia Civil realizada nesta quarta-feira (24) mira dois homens apontados como integrantes da cúpula de uma milícia que atua em Rio das Pedras, Catiri e Catonho, na zona Sudoeste e Oeste do Rio.
Segundo as investigações, Rodrigo Marques Carbone e Luick Ferreira Cabral Pequeno eram responsável por coordenar a cobrança de taxas impostas a moradores e comerciantes e por organizar ações armadas para garantir e ampliar o domínio territorial do grupo criminoso.
Rodrigo Marques Carbone foi preso em Rio das Ostras, na Região dos Lagos, onde estava escondido. Luick Ferreira Cabral Pequeno já havia sido capturado em abril deste ano, em Niterói, mas teve o mandado de prisão cumprido no âmbito da operação de hoje. Veja imagens da ação abaixo:
A CNN Brasil tenta localizar a defesa dos alvos citados na ação.
Investigações
De acordo com a investigação, os dois ocupavam posições estratégicas dentro da organização criminosa. Além de gerenciar a arrecadação de recursos obtidos por meio de cobranças ilegais, eles também atuavam como os chamados “puxadores de guerra”, função atribuída a integrantes responsáveis por liderar confrontos armados, invasões de áreas rivais e ações voltadas à manutenção do controle territorial.
O homem preso em Rio das Ostras é apontado como um dos principais integrantes do braço armado da milícia, com participação direta na mobilização de criminosos para disputas por território em diferentes regiões da Zona Oeste.
As apurações também indicam que a organização mantém uma aliança com integrantes da facção TCP (Terceiro Comando Puro). Segundo os investigadores, a parceria é utilizada para reforçar o poder de fogo do grupo, consolidar áreas já dominadas e avançar sobre territórios controlados por rivais.
O segundo alvo da operação foi preso em abril de 2026 na comunidade Santo Cristo, no Fonseca, em Niterói. Na ocasião, ele foi flagrado com uma arma de fogo e uma granada enquanto participava de uma ação contra criminosos rivais. De acordo com a Polícia Civil, ele estava acompanhado de homens ligados ao TCP que haviam saído da Vila do João, no Complexo da Maré.
A investigação começou em setembro de 2025, após uma operação da Draco na Estrada do Cafundá, na Taquara. Na ação, policiais apreenderam dinheiro em espécie, celulares, uma pistola e um veículo clonado que posteriormente foi identificado como produto de roubo.
Com o avanço das diligências e a análise de dados extraídos de aparelhos eletrônicos, os investigadores conseguiram mapear a estrutura da organização criminosa. As informações obtidas revelaram conversas sobre cobranças diárias, divisão de áreas de atuação, deslocamento de equipes e alinhamento entre integrantes responsáveis pela arrecadação de recursos e pelo braço armado do grupo.
Os investigadores informaram que as apurações continuam para identificar outros integrantes e aprofundar o mapeamento da estrutura criminosa.

