A Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza, na manhã desta quarta-feira (14), uma operação contra a milícia de Gilson Ingrácio de Souza Junior, conhecido como “Juninho Varão”. O grupo paramilitar é apontado como responsável por extorquir moradores e controlar a administração do Condomínio Jardim Guandu, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
A investigação identificou nove integrantes da estrutura criminosa com envolvimento em cobranças ilegais, ameaças e intimidações. A ação policial tem como objetivo cumprir mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra os alvos.
Investigações e o grupo de “Juninho Varão”
As apurações revelaram que o grupo controlado por “Juninho Varão” mantinha um esquema organizado de arrecadação ilegal, com fiscalização dos pagamentos e prestação de contas à liderança da milícia.
Como forma de impor as cobranças, os investigados recorriam a ameaças de violência e de expulsão dos moradores das próprias residências, além de interferir diretamente na administração do condomínio. Assim, a organização tinha o controle sobre o complexo residencial e explorava economicamente os moradores.
Os mandados de prisão preventiva têm como alvo Felipe Alves da Silva, vulgo “Felipinho” ou “Portugal”, apontado como homem de confiança de “Juninho Varão”. Ele seria responsável pelo comando operacional das cobranças.
Marcos Francisco dos Prazeres Júnior, vulgo “MJ”, também está na mira da polícia após ser identificado como um dos principais executores das cobranças e intimidações contra moradores.
Um policial militar está entre os alvos de busca e apreensão desta manhã. Carlos Luis Torres Correia, vulgo “Carlão” é apontado como figura de influência na estrutura criminosa. Veja local das buscas:
Ele é investigado por suposta influência na administração do condomínio e na estrutura de intimidação do grupo. Segundo as investigações, ele ficava em contato direto com integrantes do núcleo de comando e interferia na gestão do condomínio.
As autoridades afirmam que a condição de agente público e o temor que provocava nos moradores seriam usados pela organização para pressionar o pagamento das cobranças ilegais.
De acordo com a Polícia Civil, a operação busca atingir os núcleos operacional e financeiro da milícia, interromper a exploração econômica dos moradores e aprofundar as investigações.
A CNN Brasil tenta localizar a defesa de todos os citados. O espaço está aberto para manifestações.

