cachaças mineiras
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João Simoncini é professor do curso de Gastronomia da UniAcademia e sommelier de cachaças, além de chef de cozinha (Foto: Arquivo Pessoal)

Para acompanhar uma porção em um boteco, dar sabor em uma receita ou ser a base de um drink, a cachaça, destilado originalmente brasileiro, está sempre presente. No roteiro dessa semana, o sommelier e chef de cozinha João Simoncini, criador do Grupo de Estudos da Cachaça (GEC) na UniAcademia, reuniu cinco indicações de cachaças produzidas na Zona da Mata e em outras regiões de Minas Gerais para quem deseja conhecer mais a produção mineira.

A cachaça está em constante evolução para acompanhar as tendências do mercado. João explica que as pessoas bebem cada vez menos e, por isso, a cachaça tem ganhado novos usos, como na culinária. Ele cita também a adoção do destilado por cafeterias, que incorporam a cachaça em seus pratos e bebidas. “As pessoas procuram beber com mais qualidade e menos quantidade”, define.

Descubra cinco cachaças mineiras

Cachaça Dom Bré

Produzida em Guarani, município da Zona da Mata, a cachaça Dom Bré é fabricada em um alambique projetado para operar de forma sustentável, preservando a tradição mineira e incorporando tecnologias modernas ao processo produtivo.

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Dom Bré prioriza tradição e inovação (Foto: Arquivo pessoal)

Em Juiz de Fora, as cachaças estão presentes na maioria dos bares e botecos, além de distribuidoras, padarias e supermercados. A marca produz cachaças tradicionais, específicas para drinks, amburana, jequitibá e outras.

Cachaça Du Botti

Desde 1989, a cachaça Du Botti é produzida no povoado de Fortaleza, que pertence ao município de Belmiro Braga, também na Zona da Mata. O nome faz referência ao criador, Carlos Valle Botti, e aos clientes que, no início da produção, pediam “me dê uma Du Botti”. Para quem deseja conhecer mais, é possível visitar o alambique.

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Cachaça é encontrada em diferentes locais de Juiz de Fora (Foto: Reprodução/Instagram)

A cachaça é comercializada no Brasão Restaurante, Churrascaria e Restaurante Belas Artes, Empório Cia da Terra e na casa de frios Linda Nata. Entre os produtos do catálogo estão a Du Botti Jatobá (ouro) e a Du Botti Jequitibá (prata).

Cachaça Morro Velho

A Cachaça Morro Velho nasceu da vontade de fazer diferente e é produzida na Fazenda Vista Verde, em Bicas. Em Juiz de Fora, a cachaça é comercializada em mercados e restaurantes e existem diferentes variedades, a depender da madeira utilizada para o envelhecimento.

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Cachaça é produzida nas proximidades de Juiz de Fora (Foto: Arquivo pessoal)

A cachaça se propõe a ser leve e levar a tradição mineira para todo o Brasil. A marca já recebeu medalha de ouro na Expocachaça 2020, medalhas de Mérito Sensorial na Expocachaça 2022 e 2023 e de Duplo Ouro na Expocachaça 2022 e 2023.

Cachaça Pereirinha

Considerada uma das melhores do Brasil pelo Concurso Vinhos e Destilados do Brasil de 2023, a Cachaça Pereirinha é produzida na Destilaria Pedro Duim, situada na divisa dos municípios de Guarará e Mar de Espanha. A produção utiliza alambiques de cobre e barris de diferentes tipos de madeira, valorizando a qualidade e a tradição da cachaça.

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Destilaria também produz blends especiais da linha Duim (Foto: Arquivo pessoal)

Também é possível visitar a destilaria. Para quem deseja experimentar os produtos, eles estão disponíveis para compra on-line, no Mercado Municipal de Juiz de Fora e na Galeria Secreta, no Bairro São Mateus.

Cachaça Bem Me Quer

Produzida há mais de três décadas na Fazenda Santo Antônio das Pitangueiras, em Guaxupé, no Sul de Minas, a Cachaça Bem Me Quer ocupa espaço tanto no mercado nacional quanto no internacional e está disponível apenas de forma on-line para os mineiros.

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Cachaça representa a produção mineira internacionalmente (Foto: Arquivo pessoal)

As cachaças são divididas nas categorias ouro, prata e amburana. Seguindo a tendência de diversificação dos usos da cachaça, a marca disponibiliza em seu site receitas de drinks e pratos.

*Estagiária sob a supervisão da editora Cecilia Itaborahy