Dois casos de Febre do Nilo Ocidental foram confirmados pela SES (Secretaria de Estado da Saúde) em Santa Catarina nesta segunda-feira (24). De acordo com a secretaria, um dos casos resultou em um óbito e o outro estava em internação, mas recebeu alta.

O órgão informa que a paciente que veio à óbito tinha 77 anos e morava em Imbituba. O outro tem 56 anos e mora em Caçador.

 É informado também que os dois pacientes apresentaram manifestações neurológicas e estão em investigação epidemiológica, para mapear possíveis locais de infecção e a relação entre a circulação do vírus.

De acordo com as informações da SES, a maioria das infecções são assintomáticas, mas caso ocorra a sensação de sintomas, os primeiros sinais incluem febre, dor de cabeça e dor no corpo, além de mal-estar geral.

Em um pequeno número de infectados, a doença pode atingir o sistema nervoso central, podendo evoluir para quadros de meningites e encefalites.

 A Febre do Nilo Ocidental

A FNO (Febre do Nilo Ocidental) é transmitida pela picada de pernilongos comuns, da espécie Culex.

Apesar do vírus da doença circular de maneira constante entre insetos e aves silvestres, ele é considerado um hospedeiro acidental em seres humanos e equídeos. Porém, é importante esclarecer que o vírus não é contagioso, ou seja, não passa de pessoa para pessoa nem de aves para pessoas.

 Como Previnir

A Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina recomenda, para se prevenir da infecção da Febre do Nilo Ocidental, a utilização de repelente, telas em portas e janelas e uso de roupas que deixem a pele com menos exposição possível quando estiver em ambientes com a presença de mosquitos.

Além disso, também é aconselhado manter limpos os ambientes com possível presença de mosquitos e eliminar água parada em locais que possam facilitar a proliferação do inseto.

A SES comunica que, caso uma pessoa apresente os sintomas da FNO, acompanhados com sintomas neurológicos como confusão mental, alteração de consciência, fraqueza e outros, é necessário procurar atendimento de saúde e informar ao profissional se esteve em locais de possível exposição a mosquitos.

 

*Sob supervisão de Thiago Félix

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