As Nações Unidas pediram cautela, nesta terça-feira (6), sobre um possível surto de peste na Sibéria, informando que a OMS (Organização Mundial da Saúde) estava em contato com as autoridades russas e liderando a resposta dentro do sistema da ONU.

“Acredito que precisamos garantir que as palavras escolhidas sejam bem ponderadas”, disse o porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, a jornalistas quando questionado se a OMS planejava declarar uma emergência de saúde pública.

Dujarric afirmou que o órgão havia entrado em contato com as autoridades russas, que responderam à solicitação. Ele destacou que a agência estava “acompanhando a situação muito de perto” e pronta para oferecer apoio “de qualquer maneira”.

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Jornalistas perguntaram se uma declaração anterior da OMS, que classificava o risco como baixo, havia sido feita antes do relato de um segundo caso e de uma morte. Dujarric orientou os repórteres a buscarem informações junto à sede da agência em Genebra.

“O nome da doença gera tanto interesse e comoção que precisamos ser muito responsáveis ​​no que dizemos”, ponderou.

Uma funcionária de laboratório de um instituto de pesquisa sobre a peste na Sibéria adoeceu e morreu em circunstâncias desconhecidas no dia 2 de outubro, levando as autoridades a colocar cerca de 200 pessoas em quarentena e alimentando receios de saúde pública nas redes sociais.

As autoridades russas informaram à OMS, nesta terça, que não havia casos de peste na cidade siberiana de Irkutsk.

A Rússia, que, pelas normas globais de saúde, é obrigada a responder às solicitações da OMS em até 24 horas, já havia comunicado à agência que as autoridades estavam investigando se a morte da funcionária havia sido causada por peste pneumônica.