Quase 200 pessoas na região de Irkutsk, na Rússia, foram hospitalizadas com suspeita de infecção por peste. A medida foi tomada após a morte de uma funcionária de um instituto russo de pesquisa sobre peste na remota região siberiana, disse o jornal The Moscow Times.
A publicação afirma algumas das 189 pessoas apresentam sintomas da doença, mas a que infecção ainda não foi confirmada.
A vítima da peste pneumônica, era uma funcionária de 27 anos do instituto antipeste. Segundo uma versão, ela retornou de uma viagem de trabalho à Buriátia, onde um foco de peste foi registrado na fronteira com a Mongólia. Mas outra fontes disseram que ela acidentalmente teria quebrado um tubo de ensaio com uma bactéria perigosa no laboratório enquanto coletava biomaterial para diagnóstico.
Ela foi hospitalizada em 29 de setembro, hospital Shelekhov, com sintomas de pneumonia e foi conectada a um ventilador, mas morreu dois dias depois. Todos os funcionários da clínica foram isolados, e a própria instituição foi fechada para quarentena.
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A agência oficial Tass confirmou que houve um diagnóstico de pneumonia de etiologia desconhecida em funcionário do instituto antipeste na região de Irkutsk, mas minimizou o incidente relatando que “um conjunto especial de medidas foi organizado e executado”.
Segundo a agência, o órgão de fiscalização Rospotrebnadzor esclareceu que os testes ampliados das amostras da paciente não encontraram microrganismos associados às suas atividades profissionais. Também foi comunicado que a funcionária não havia viajado para a Buriátia recentemente
O governador da Região de Irkutsk, Igor Kobzev, disse que realizou uma reunião de emergência da comissão sanitária e antiepidêmica junto com a chefe de Rospotrebnadzor, Anna Popova. Segundo ele, todas as pessoas de contato da funcionária identificadas foram colocadas sob supervisão médica. “Até o momento, eles não apresentam sinais da doença e os resultados dos exames laboratoriais são negativos”, disse Kobzev.
Alexei Tsydenov, governador da região da Buriátia, disse em uma postagem em seu canal do Telegram no sábado que uma mulher na vizinha região de Irkutsk havia “morrido, talvez da peste”.
O Departamento de Estado dos EUA, em comunicado à Al Jazeera, disse que Washington está “monitorando a situação de perto com o CDC [Centros de Controle e Prevenção de Doenças] e nossos outros parceiros interagências”. “Incentivamos as autoridades russas a compartilharem informações precisas de forma rápida e aberta”, disse o funcionário do Departamento de Estado no comunicado.
A peste pneumônica é causada pela bactéria Yersinia pestis, geralmente encontrada em pequenos mamíferos e suas pulgas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a peste é altamente contagiosa e pode ser fatal se não for tratada precocemente.
O The Moscow Times informou que o último caso registrado de peste na Rússia foi em 2016, em Altai – quando um menino de 10 anos adoeceu — ele estava abatendo a carcaça de uma marmota, e foi infectado pela pele danificada. Graças ao tratamento oportuno, o garoto sobreviveu.
Focos naturais de peste persistem na Mongólia. Em 2023, o Centro Nacional para o Estudo das Infecções Zoonóticas da Mongólia identificou 137 desses focos em 17 regiões do país, incluindo áreas próximas à fronteira com a Rússia.
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