A presidente do México, Claudia Sheinbaum, anunciou nesta segunda-feira (19) que as autoridades do país entrarão com uma ação nos Estados Unidos pela morte de um cidadão mexicano de 56 anos que se encontrava sob custódia em um centro do Serviço de Imigração e Controle Alfandegário (ICE, na sigla em inglês) no estado do Texas.
“Vamos entrar com uma ação nos Estados Unidos”, anunciou ela em uma coletiva de imprensa, na qual defendeu que “deve haver proteção aos direitos humanos”.
A presidente lembrou que o homem “foi detido em junho” no país vizinho, que sofria de diabetes e hipertensão e que “provavelmente não tinha todos os medicamentos” à sua disposição enquanto esteve detido, conforme denunciaram seus familiares.
Sheinbaum anunciou que seu governo vai “reforçar para que nossos consulados, dentro do âmbito de suas atribuições, garantam a proteção dos direitos humanos de todos os mexicanos no exterior e, particularmente, daqueles que estejam detidos”, embora não tenha especificado como.
“Como sempre dissemos, para nós eles são heróis e heroínas porque deixaram seus vilarejos e cidades em busca de uma vida melhor e para sustentar suas famílias. E contribuem muito para a economia dos Estados Unidos”, declarou ela.
O governo mexicano já exigiu das autoridades americanas uma investigação “rápida, exaustiva e transparente” para esclarecer a morte do homem, identificado como Emiliano Andrade-Covarrubias, que se encontrava sob custódia do ICE na cidade de Laredo, no Texas.
O falecido foi encontrado inconsciente em sua cela no último sábado, durante uma ronda de segurança de rotina no Centro de Processamento de Río Grande. Trata-se da sétima vítima fatal registrada neste ano entre as pessoas detidas pelo ICE nas instalações do estado do Texas.
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores do México, já são 18 os cidadãos mexicanos mortos sob custódia ou em operações de imigração nos Estados Unidos desde janeiro de 2025.
